Alteração de linhas de ônibus prejudica população

Depois de dificultar a integração ônibus-metrô por meses, a Prefeitura de Salvador anunciou uma reestruturação de 77 linhas na cidade, gerando novas críticas de muitos usuários das 32 localidades afetadas. Isto também prejudica o dia a dia de quem trabalha na cidade, especialmente os comerciários.

Entre os problemas levantados estão: As prefeituras-bairro não debateram amplamente com as comunidades e usuários, pois só marcam reuniões em horário que dificulta a participação de quem trabalha; com a extinção de algumas linhas, muita gente tem que pegar até três conduções para chegar ao destino; a frota está sucateada e é reduzida, principalmente à noite, aos domingos e feriados; as mudanças não reduziram o tempo de espera (tem linha que demorava 40 minutos e passou para 1 hora); a maioria dos pontos tem iluminação precária e está sem abrigo, deixando as pessoas expostas a sol e chuva, além de muitos ficarem distantes e em locais desertos, como em Cajazeiras X (foi deslocado da feirinha para um local longe e pouco movimentado), sendo ruim para pessoas idosas e deficientes.

As principais comunidades que terão alterações em linhas do transporte público são: Alto do Peru, Fazenda Grande do Retiro, Capelinha, Bom Juá, Pau Miúdo, IAPI, Santa Mônica, Conjunto Marback, Stiep/Centro de Convenções, Vale do Matatu, Cabula, Pernambués, Saboeiro, São Gonçalo do Retiro, Nossa Senhora do Resgate, Conjunto ACM/Arraial do Retiro, Engomadeira, Arenoso, Tancredo Neves, Mata Escura/Jardim Santo Inácio, Sussuarana/Nova Sussuarana/Novo Horizonte.

REGIÃO METROPOLITANA

Outro problema é o limite para circulação dos ônibus metropolitanos em Salvador, afetando diariamente quase 50 mil pessoas que estão utilizando o metrô. “O poder público deve agir para melhorar a mobilidade urbana e não criar mais problemas para quem precisa do transporte público para se deslocar”, critica a diretora do Sindicato, Angélica Romão.

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