Baiana “arretada”, Marianna Dias é a nova presidenta da UNE

O tempero baiano e a força da mulher baiana vão dar o tom das lutas estudantis e por um Brasil melhor nos próximos dois anos, à frente da União Nacional dos Estudantes (UNE). O 55º Congresso da entidade elegeu, neste domingo (18), a baiana Marianna Dias como sua nova presidente.

Os 15 mil estudantes presentes no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte (MG), também recompuseram a nova diretoria da organização, ampliaram a campanha pelas Diretas Já e reforçaram a chamada para a greve geral do dia 30.

Aos 25 anos, Marianna nasceu em Feira de Santana e liderou a chapa “Frente Brasil Popular: A unidade é a bandeira da esperança”, vencendo com 3.788 votos (79%). Cinco chapas foram inscritas. Em segundo lugar ficou a chapa “Fora Temer, rumo à greve geral contra as reformas”, com 690 dos votos (14,33%); Em terceiro, a “Vem que a UNE é nossa”, com 148 dos votos (3.09%); Em quarto, “Fora Temer, eleições gerais já. Mutirão na UNE”, com 85 dos votos (1,77%) e em quinto, a chapa “Reconquistar a UNE: por nenhum direto a menos, fora temer, diretas já!”, com 84 votos (1,75%).

Em seu discurso, a nova presidenta reforçou a unidade das forças populares e do movimento estudantil para derrotar o governo golpista de Michel Temer. “Só será possível transformar o Brasil que a gente vive se tivermos muita unidade. Eu tenho a convicção que com a força de sete milhões de universitários desse Brasil nós seremos vitoriosos”.

Marianna estará à frente da UNE em um momento especial para os estudantes, quando a entidade celebrará 80 anos de fundação no dia 11 de agosto deste ano.

DIRETAS JÁ E GREVE GERAL

O Conune também aprovou em consenso a “Carta Belo Horizonte”, documento que unifica as reivindicações do movimento estudantil, três resoluções (conjuntura, movimento estudantil e educação), 11 moções sobre diversos assuntos como, por exemplo, apoio e solidariedade a Rafael Braga, único condenado criminalmente na ocasião das Jornadas de Junho de 2013; a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); a reivindicação de cotas raciais na Universidade de São Paulo (USP); e a construção da greve geral no próximo dia 30 de junho.

A plenária final também definiu a luta da UNE em torno das ”Diretas Já”. O documento aprovado diz que o objetivo é que o povo eleja um presidente que possa convocar uma assembleia constituinte soberana, eleita sob novas regras, sem financiamento empresarial, “única forma de anular as ‘deformas’ impostas pelo governo golpista de Michel Temer.”

Com informações da UNE

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