Câmara decide hoje se Temer será investigado pelo Supremo

Começou, agora a pouco, a sessão da Câmara dos Deputados, convocada para analisar se autoriza ou não o prosseguimento da denúncia, oferecida pela Procuradoria-Geral da República, que aponta Michel Temer como beneficiário de propina oferecida pela JBS, conforme indicou a delação de Joesley Batista.

Pela primeira vez na história brasileira um presidente, no exercício do mandato, é acusado de corrupção passiva e, se a Câmara autorizar, passa a ser réu no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante todo o dia haverão debates no plenário. A votação deve iniciar no final da tarde.

A partir das 17 horas, a Frente Brasil Popular está convocando a população a se concentrar no gramado, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. Em todo o Brasil também haverão mobilizações.

Como vai funcionar a votação

No momento da votação, que será aberta, cada deputado terá 15 segundos para justificar seu voto. Além disso, Rodrigo Maia esclareceu que os líderes usarão a palavra pelo tempo regimental de cada bancada, até o início da votação.

Tanto o relator da matéria, quanto o advogado de Temer, terão 25 minutos para apresentarem ao plenário seus argumentos.

O deputado Glauber Braga (Psol/RJ), questionou o fato de que somente o relator e o advogado, ambos favoráveis ao arquivamento do processo, terão direito a fala. O vice-líder da Rede, Alessandro Molon (RJ) também questionou a ausência do princípio do contraditório, que deve ser o princípio norteador de uma casa parlamentar democrática.

Para que a votação aconteça, é necessário que 342 deputados e deputadas registrem suas presenças em plenário. O registro, no entanto, está ligado à estratégia que será adotada pelo governo e pela oposição. A oposição defende que a votação aconteça somente quando quase todos os 513 deputados estejam presentes.

O líder da Minoria (PT, PCdoB, PDT e Psol), José Guimarães (PT-CE), falou pelos partidos do bloco, afirmando que a estratégia da oposição é avaliar a presença dos parlamentares, mas que a responsabilidade por dar quórum à sessão é do governo. Guimarães também afirma que o recurso da obstrução poderá ser utilizado.

O maior defensor de Temer e vice-líder do governo, deputado Carlos Marun (PMDB-MS) garante que está tranquilo e que, se houver quórum, o governo tem os votos para livrar Temer da investigação.

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) ameaçou os deputados da base aliada do governo que não votarem em favor de Michel Temer. Ele afirmou que haverá retaliações e perdas de cargos no governo, além de expulsão dos peemedebistas do partido.

Fonte: Portal CTB

Com informações da Agência Câmara

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