Congresso da FEC-BA reforça importância da unidade entre trabalhadores e sindicatos

Com os temas avançar a organização, fortalecer o sindicato na base e vencer as reforma, a Federação dos Comerciários da Bahia (FEC-BA) realizou o seu 2º Congresso Estadual. O evento aconteceu nos dias 23 e 24, no espaço Cultural do Sindicato dos Comerciários de Salvador, quando analisou o momento atual, definiu um plano de lutas da entidade e estratégias para a saída da crise e a retomada do crescimento no Brasil, e elegeu a nova diretoria da organização.

“O congresso não discutiu somente a questão da campanha salarial, mas também a intervenção e a participação política dos trabalhadores na sociedade. Debatemos a construção de um programa avançado para a saída da crise, com retomada do crescimento, do patrimônio nacional, do emprego, da distribuição de renda e da soberania nacional. Fica claro que a unidade entre trabalhadores e suas entidades será essencial”, destacou Reginaldo, presidente reeleito da FEC.

Na abertura do 2º Congresso, participaram a representante da Secretaria do Trabalho da Bahia (Setre), Ângela Guimarães; a deputada Federal Alice Portugal (PCdoB); o deputado federal Nelson Pellegrino (PT); o vereador de Itabuna, Jairo Araújo (PCdoB); o vereador de Salvador Hélio Ferreira (PCdoB); o presidente Federação dos Bancários BA/SE, Hermelino Neto; o presidente da CTB-BA, Pascoal Carneiro; o presidente da CUT Bahia, Cedro Silva; o coordenador da APLB-Sindicato, Rui Oliveira; o dirigente do Sindcom do Rio de Janeiro, José Cláudio de Oliveira,  e o presidente do Sindicato dos Comerciários, Jaelson Dourado.

Em função da agenda, a secretária do Trabalho do governo Rui Costa, Olívia Santa, deixou uma mensagem aos congressistas: “A realização do Congresso é fundamental para avançar na luta e organizar o movimento sindical. Estamos vivendo um ataque aos direitos trabalhistas, por isso, as organizações sindicais precisam se fortalecer para combater essa onda conservadora que vem acontecendo no país. É fundamental a afirmação dos direitos dos trabalhadores e trabalhadores.”

LUTA POLÍTICA

Os parlamentares enfatizaram a importância da luta política para superação da crise. “Um movimento sindical forte é essencial para enfrentar os retrocessos pelos quais o país vem passando. É hora de nos rebelarmos contra esse golpe parlamentar e jurídico que abateu uma democracia ainda jovem, mas que fez com que esses últimos governos de Lula e Dilma fossem os melhores da história da República. Pela primeira vez um filho de uma comerciária, chefa de família, simples vira doutor”, ressaltou Alice.

Para Nelson Pellegrino, derrotamos a reforma da Previdência nas ruas e podemos derrotar esse retrocesso nas eleições de outubro. “Com um golpe, eles impuseram uma derrota a um projeto popular que tirou milhões de brasileiros da pobreza. Vamos mostrar que deve-se ganhar o jogo pela democracia, através do voto”, disse.

Hélio Ferreira, que também é presidente do Sindicato dos Rodoviários, destacou a necessidade de os trabalhadores participarem mais da vida política para mudar essa situação. “Os sindicatos devem mostrar que a luta para melhorar as coisas na política é tão importante quanto a luta da campanha salarial, por exemplo”, pontuou.

Segundo Jairo Araújo, as eleições são o momento de mostrar a necessidade de mudar o que está ai. “As lutas econômicas desenvolvidas nas categorias devem servir para elevar o nível de consciência política dos trabalhadores. É na política que as grandes transformações ocorrem”, frisou.

CENTRAIS PELA UNIDADE

Pascoal Carneiro destacou a importância dos temas abordados e a participação de outras categorias para consolidar a unidade e fortalecer a luta. “A Federação dá uma resposta a todos esses ataques que vêm por aí, seja na esfera sindical ou na esfera trabalhista e previdenciária. Vencemos a batalha da reforma da Previdência com o povo na rua e temos outra para vencermos que é o imposto sindical”, enfatizou.

Cedro Silva também defendeu a unidade no movimento sindical. “Nós temos a obrigação de nos unir cada vez mais para continuar com o enfrentamento de todas as tentativas de retiradas de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”, ressaltou.

Com informações da FEC Bahia

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