Derrotamos a reforma da Previdência, mas a luta continua

As lutas conduzidas pelas centrais sindicais e pela Frente Brasil popular, aliadas à própria desqualificação do governo Temer, impuseram a derrota da tão perversa e desejada reforma da Previdência. Sem unir a própria base aliada, a PEC não foi votada e acabou retirada da pauta de votação da Câmara dos Deputados.

Para compensar, o governo apresentou um pacote de 15 medidas, esperando aceitação dos deputados. Mas, deu errado. Até o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM), criticou ironizando de um “café requentado”.

Entre as medidas, estão a autonomia do Banco Central e a privatização da Eletrobrás e, por tabela, da Chesf. A primeira, na verdade, coloca o BC subordinado aos interesses da especulação financeira e dos bancos privados. A segunda, coloca em perigo algo importante para o desenvolvimento do País e para a vida da população: a produção de energia elétrica. Além disso, Temer quer acabar com o Fundo Soberano, formado pelas reservas externas do Brasil e usado para proteger a economia brasileira de investidores inescrupulosos.

Vencemos a reforma da Previdência, mas a luta não pode parar. Até porque essas novas medidas, se passarem, também causarão estragos na vida dos trabalhadores e do povo brasileiro. Elas não exigem o quorum qualificado e podem ser aprovadas por maioria simples.

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