Dia 5 de dezembro tem greve geral contra reforma da Previdência

Contra a proposta de reforma da Previdência Social que acaba com o direito de aposentadoria dos brasileiros e brasileiras, as centrais sindicais CTB, CUT, Nova Central, Força Sindical, CSB, UGT, Intersindical, CSP-Conlutas e CGTB vão realizar, no próximo dia 5 de dezembro, uma greve geral e nacional.

A CTB-BA já está mobilizando os sindicatos filiados e orientando sobre a construção da greve. Até o dia 5, serão realizadas reuniões, assembleias e mobilizações para o fortalecimento do movimento.

A reforma, proposta pelo presidente ilegítimo Michel Temer, que faz todo tipo de negociata no Parlamento para tentar aprovar a medida, tem previsão de votação, na Câmara Federal, para a primeira semana de dezembro.

A CTB tem criticado duramente essa reforma, desde sua primeira versão. A central acredita que a proposta desrespeita, pune e escraviza o trabalhador e a trabalhadora brasileir@, bem como não corrige privilégios ou distorções.

Além disso, os motivos apresentados pelo governo são mentirosos e levianos. Primeiro, afirmou haver déficit na Previdência Social, o que foi desmentido por vários setores da sociedade, desde pesquisadores até órgãos do próprio governo; agora constrói um discurso vingancista contra o servidor público, apresentado na propaganda do governo como aquele que “trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo”.

Vale lembrar que quem adota esse discurso são justamente aqueles que mais têm se privilegiado das desigualdades e assimetrias do país. Michel Temer se aposentou em 1996, aos 55 anos, como promotor do Estado de São Paulo, e recebe, há mais de 20 anos, R$ 45 mil de aposentadoria.

Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil e ferrenho defensor da reforma, se aposentou, da mesma forma, precocemente, em 1999, aos 53 anos e recebe cerca de R$ 20 mil de aposentadoria. Geddel Vieira Lima, aquele do apartamento cheio de malas de dinheiro, aliado forte de Temer e articulador da proposta inicial, aposentou-se aos 51 anos e recebe nada menos que cerca de R$ 20 mil.

A essência da reforma é aumentar a idade mínima exigida para a aposentadoria. Pela proposta, homens precisariam ter 65 anos e mulheres, 62 anos. A regra prevê ainda que seria necessário o tempo mínimo de 15 anos de contribuição. Contudo, esse tempo só daria direito a 50% da média salarial do trabalhador. Para ter o benefício integral, seriam necessários 44 anos de contribuição mais a idade mínima. A CTB considera isso um abuso, um desrespeito e um crime.

Para o presidente da CTB-BA, Pascoal Carneiro, é importante que a população reaja a essa reforma danosa, que compromete não apenas a aposentadoria, mas o futuro dos trabalhadores e trabalhadoras do país. “O que o governo quer, junto com os corruptos do Congresso, é prejudicar quem trabalha duro e quem tem construído, de fato, este país. A nossa aposentadoria não pode ficar nas mãos desse presidente e desse Congresso, que aumentam seus privilégios em detrimento do empobrecimento geral da nação, comprometendo o futuro, a paz e a vida no Brasil. Por um país mais justo, lutaremos”, afirmou.

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