Hora de declarar imposto de renda

Chegou aquele momento de questionar os impostos pagos no Brasil. Começou nesta quinta (1/3), e vai até 30 de abril, o prazo para declaração do Imposto de Renda 2018. E o que é pior: o governo não reajustou o limite de isenção para este ano, que é para quem ganhou até R$ 28.559,70 em 2017.

A revista CartaCapital mostrou, em setembro do ano passado, “dados da Receita Federal de 2016 apontam que as pessoas com rendimentos mensais superiores a 80 salários mínimos, pouco mais de 63 mil reais, têm isenção média de 66% de impostos, podendo chegar a 70% para rendimentos superiores a 320 salários mínimos mensais, ou 252 mil reais”. O estudo conclui que “as menores rendas e a classe média pagam proporcionalmente muito mais imposto de renda que os super-ricos”.

Essa disparidade é reforçada pela ONG britânica Oxfam: enquanto os 10% mais ricos do país pagam 21% em tributos, os 10% mais pobres pagam 32%. Seu estudo “A desigualdade que nos une” aponta que apenas seis pessoas possuem riqueza equivalente ao patrimônio dos 100 milhões de brasileiros mais pobres; que os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95%. No Brasil, quem ganha um salário mínimo mensal levará 19 anos para receber o equivalente aos rendimentos de um super-rico em um único mês.

É por isso, que há uma grande choradeira das elites que se fala em taxar as grandes fortunas no Brasil. Falta vontade política do Congresso Nacional para aprovar o projeto que tramita na Câmara e no Senado. Segundo o mestre em finanças públicas Amir Khair, a taxação das grandes fortunas geraria uma receita de R$ 100 bilhões por ano ao governo.

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