Natália Gonçalves é a nova presidenta estadual da UBM

A seção baiana da União Brasileira de Mulheres (UBM-BA) elegeu uma nova presidenta, neste último final de semana, em Salvador, durante o Congresso da entidade, no Museu de Arte da Bahia (MAB). Natália Gonçalves foi a escolhida para estar à frente da UBM-BA pelos próximos três anos, junto com outras 14 mulheres que também vão compor a direção estadual, para tocar o desafio de reoxigenar a luta feminista no estado.

Para a Executiva da entidade, também foram eleitas, além de Natália Gonçalves, Cherry Almeida (diretora de Organização), Jamile da Silva (Comunicação), Daniele Costa (Formação) e Ivanilda Brito (Finanças). No encontro, também foram escolhidas 50 delegadas para o 10º Congresso Nacional da entidade, que também será realizado em Salvador (Hotel Sol Bahia, em Patamares), entre os dias 4 e 6 de agosto.

O Congresso estadual da UBM reuniu mulheres de 26 municípios baianos, além de nomes que são referência na luta emancipacionista. Entre as convidadas, estavam Alice Portugal (deputada federal/PCdoB), Olívia Santana (SETRE/ PCdoB-Salvador), Julieta Palmeira (SPM), Marilene Beltros (APLB), Maria José (FETAG) e Lúcia Maia (FLEMACON).

A inserção da mulher na luta política será uma das principais bandeiras levantadas pela nova gestão, segundo a nova presidenta. “É importante que a gente perceba que as mulheres se levantam contra a opressão e, no Brasil, não é diferente. A partir do golpe que retirou uma mulher do poder, temos feito isso em diversos espaços. É nesse sentido que a UBM se insurgirá para colocar mulheres na luta política”, explicou.

O principal debate do Congresso estadual foi, justamente, sobre a participação política das mulheres, com vistas às eleições do ano que vem. A mesa, que foi coordenada por Lenira Figueiredo, da União Brasileira de Mulheres do município de Vitória da Conquista, teve a participação de Alice Portugal, Olívia Santana e Cherry Almeida.

Diversidade x Unidade

Natália acredita que o maior desafio deverá ser lidar com a complexidade que se tornou a luta feminista, antes relacionada apenas ao ‘ser mulher’. Agora, de acordo com ela, tem sido necessário considerar as especificidades e variações do ‘ser mulher’ – incorporando elementos relacionados à cor da pele, sexualidade, condição social, origem, entre outros -, de modo a valorizar a diferença sem deixar de lado a unidade em torno da luta contra a desigualdade de gênero.

Para a nova presidenta, é preciso compreender também que a emancipação da mulher é parte fundamental da emancipação da sociedade e das suas relações. “É fundamental um feminismo que se proponha a enfrentar problemas estruturantes que as mulheres enfrentam, como a pobreza, que atinge majoritariamente as mulheres, a baixa qualificação profissional, o acesso desigual ao mundo do trabalho, o desemprego, a informalidade”, defendeu.

Fonte: PCdoB

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