Prisão de Geddel é mais um “tiro no pé” dos golpistas

             Geddel, ACM Neto e Aécio

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) foi preso em Salvador pela Polícia Federal, na tarde desta segunda-feira (3/7). A prisão foi baseada no depoimento do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, e nas delações do empresário Joesley Batista e do diretor da J&F, Francisco de Assis e Silva. Segundo a Justiça, Geddel tem agido para atrapalhar várias investigações.

A prisão do “ex-homem forte” do golpista Michel Temer e aliado de primeira hora do prefeito ACM Neto (DEM) e do senador Aécio Neves (PSDB) mostra mais um “tiro no pé” dado pelos golpistas, que acharam que derrubariam a ex-presidenta Dilma Rousseff, acabariam com o PT e não sofreriam nenhuma consequência dos crimes praticados.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o objetivo de Geddel seria evitar que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o próprio Lúcio Funaro firmem acordo de colaboração com o MPF. Para isso, tem atuado no sentido de assegurar que ambos recebam vantagens indevidas, além de “monitorar” o comportamento do doleiro para constrangê-lo a não fechar o acordo.

Como provas da ação do peemedebista, existem mensagens enviadas recentemente (entre maio e junho) por Geddel à esposa de Lúcio Funaro, onde ele sonda a mulher do doleiro sobre a disposição dele em se tornar um colaborador do MPF. Por isso, foi pedida a prisão como medida cautelar de proteção da ordem pública e da ordem econômica contra novos crimes em série que possam ser executados pelo investigado.

Ainda de acordo com o MPF, com a prisão de Geddel, já são cinco os presos preventivos das investigações da Operação Sépsis Cui Bono: os ex-presidentes da Câmara, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, o doleiro Lúcio Funaro e André Luiz de Souza, todos apontados como integrantes da organização criminosa que agiu dentro da Caixa Econômica Federal (CEF). No caso de Cunha, Alves e Funaro, já existe uma ação penal em andamento. Os três são réus no processo que apurou o pagamento de propina em decorrência da liberação de recursos do FI-FGTS para a construção do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Além deles, respondem à ação, Alexandre Margoto e Fábio Cleto.

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