Temer reduz o salário mínimo, mas aumenta gás e conta de luz

O governo Temer anunciou pela segunda vez desde agosto, a redução do valor para o salário mínimo de 2018. Será de R$ 965, uma queda de mais R$ 4, frente ao que havia sido publicado anteriormente. Em comparação à projeção inicial de R$ 979, a diferença é de R$ 14.

Enquanto arrocha o salário dos trabalhadores e aposentados, o governo anunciou mais um aumento do preço do botijão de gás, que terá o seu quarto reajuste em 2017, chegando até 5% mais caro na casa do consumidor. No ano, o preço médio do gás de cozinha acumula alta de 15,58%, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

O tarifaço de Temer inclui também o aumento da conta de luz que ficará mais cara também neste mês, com a bandeira tarifária de nível mais alto no sistema criado em 2015. Mas além disso, o governo também reajustou em 43%, passando de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 kWh.
A bandeira nível 2 é adicionada na conta de energia elétrica como forma de gerar receita para que as empresas de energia possam cobrir custos com termelétricas, mais usadas em períodos de seca, como o atual.

TUDO BEM?

Enquanto as emissoras de TV fazem reportagens para dizer que tudo está melhor e que a população pode ir as compras de Natal, os salários dos brasileiros, que são reajustados pela inflação, não acompanham os aumentos. Nos últimos 12 meses a inflação ficou em 3%, mas o combustível aumentou cerca de 8%, o gás quase 7% e a luz subiu 43% com a bandeira no patamar mais alto. Tudo isso, além de reduzir o poder de compra dos brasileiros, aumentando a recessão econômica do país.

Os trabalhadores ainda enfrentarão os efeitos da reforma trabalhista, que entra em vigor no próximo dia 11 de novembro. O governo também deve enviar ao Congresso um pacote com novas medidas de arrecadação e de corte de gastos. Entre as propostas, está o aumento da contribuição previdenciária dos servidores públicos de 11% para 14% para quem recebe acima de R$ 5 mil, além do adiamento por um ano dos reajustes dos funcionários públicos do executivo federal.

Com isso, Temer tenta pagar a conta do golpe contra a democracia e do engavetamento das duas denúncias da Procuradoria-Geral da República, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à Justiça, garantias as custas de emendas parlamentares e outras medidas que chegaram a R$ 32 bilhões.

Fonte: Portal Vermelho

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