100 mil nas ruas de Salvador, em defesa da democracia

Organizado pela Frente Brasil Popular, composta por partidos políticos de esquerda e entidades sociais do campo popular, a Avenida Sete, tradicional trecho para as manifestações populares, foi tomada. Do Campo Grande até a Praça Castro Alves, o que se via era um “verdadeiro enxame de gente” entoando palavras de “não vai ter golpe”, “vai ter luta”, e outras, em defesa do mandato da presidenta Dilma, da posse do ex-presidente Lula como Ministro da Casa Civil.

Jaelson Dourado, presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, disse que a entidade está firme na defesa da democracia pois, para ele, os trabalhadores precisam dela para garantir sua organização e conquistar melhores dias. “A oposição aproveita o momento para insuflar a crise, mas lá no Congresso Nacional quer votar vários projetos prejudiciais aos trabalhadores. Estaremos atentos para impedir essas manobras”, afirmou Jaelson.

Foto João Ubaldo. (67)

Segundo o presidente da CTB, Aurino Pedreira, as elites, a oposição, o Judiciário e a mídia estão dando passos cada vez maiores para consolidar o golpe. “Nós temos que continuar resistindo a estas investidas, mostrando que não vamos deixar que eles acabem com a democracia em nosso país. Precisamos tomar as ruas, levando as nossas bandeiras para defender o País de mais estas investidas dos setores conservadores e empresariais”, disse.

Para o presidente da FEC Bahia, Reginaldo Oliveira, alerta para o jogo das elites e da grande mídia. “Na verdade, querem interromper um projeto que criou mais universidades para o nosso povo, o maior programa habitacional que já tivemos (Minha Casa Minha Vida) e uma política que tirou 40 milhões de brasileiros da pobreza extrema e valorizou o salário mínimo. Temos que corrigir rumos dentro desse projeto, atuando para que o governo avance”, defendeu.

Segundo Rosa de Souza, vice-presidente da CTB Bahia e dirigente do Sintrasuper (comerciários de supermercados), se a Justiça continuar atuando com direcionamento único no PT e no governo Dilma, a tendência é que atos ainda maiores aconteçam. “As trabalhadoras estarão firmes na luta pela democracia e por nossos direitos”, declarou.

Ascom Sindicom, com informações da FEC Bahia

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