800 mil em Brasília, 20 mil em Salvador. Todos contra o golpe!

A passeata, cujo tema é alertar a população que o processo de impeachment, sem a existência de crime, se constitui em um golpe ao Estado Democrático de Direito. Mas, também teve em seu conteúdo críticas severas ao vice-presidente, Michel Temer, uma vez que, com a saída do PMDB do Governo, deveria renunciar, segundo os manifestantes. Também sobraram críticas e protestos contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que manobra e paralisa o Congresso, para evitar que o processo contra ele, tramite na Câmara Federal.

Outro destaque foi o apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que possa assumir o cargo de Ministro Chefe da Casa Civil.

Comerciários na luta

Tanto na capital federal, quanto em Salvador, os comerciários participaram destacadamente das manifestações.

Jaelson Dourado, presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, disse que a categoria está mobilizada, pois o Estado de Exceção retira as liberdades e impede os trabalhadores de se organizarem na defesa de seus direitos. “Viemos trazer nossa solidariedade e cumprir nossa tarefa como representantes dos trabalhadores, em defesa dos seus interesses, diz o presidente Jaelson. “Não vamos permitir que, mais uma vez, a democracia e a liberdade do povo seja ceifada. Além disso, não aceitamos que uma presidenta que não cometeu crime, seja julgada por uma parcela de criminosos”, falou em Brasília.

Adilson Alves, presidente do Sintrasuper, também manifestou que os trabalhadores manterão vigília e atenção contra o golpe. “Estaremos mobilizados e em luta em defesa da democracia. Os corruptos devem ser punidos e presos. Mas, é preciso que a justiça seja justa e não seletiva, onde apenas um lado é investigado e jogado na lama da imprensa golpista”, afirmou Adilson.

O presidente da FEC – Bahia (Federação dos Comerciários da Bahia), lembrou que o dia 31 de março tem a simbologia da data em que o Brasil foi golpeado e viveu 21 anos sob o obscurantismo da repressão, tortura e morte de milhares de trabalhadores. “Estamos nas ruas de todo o Brasil, para dizer em alto e bom tom: Golpe nunca mais!”, garantiu Oliveira.

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