A guerra é em defesa das conquistas sociais

Assim sendo, não há outra terminologia que defina o ato da Câmara dos Deputados, presidida por um réu, acusado de diversos crimes de corrupção, como Eduardo Cunha, que não seja a palavra GOLPE.

Entretanto, é bom esclarecer que se posicionar contra o impeachment, não é uma questão apenas de defesa deste governo, liderado por Dilma Rousseff. Trata-se de defender a legitimidade democrática e, acima de tudo, defender os direitos e conquistas sociais dos trabalhadores brasileiros, que se encontram ameaçados.

Golpe ameaça direitos

Por trás da cortina de fumaça, lançada nos olhos do povo, sob a desculpa de combate a corrupção, há interesses poderosos. O que esse Congresso pretende é acabar com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que assegura direitos trabalhistas e impede que os trabalhadores sejam tratados como escravos.

O que está por trás do impeachment fraudulento é a tentativa de acabar com os programas sociais que arrancaram milhões de brasileiros da linha da miséria, dando-lhes acesso à alimentação, educação, moradia, entre outros.

Os ricos, que objetivam ficarem ainda mais ricos, só podem conseguir seu intento, massacrando os trabalhadores, escravizando-os e os colocando submissos aos seus interesses.

Mas, como cantou o poeta Raul Seixas, “não diga que a vitória está perdida”. Nós perdemos a batalha, mas a guerra é a defesa das conquistas sociais do povo trabalhador e disso, não abriremos mão.

#VaiTerLuta

Não sairemos das ruas! Trabalharemos incansavelmente para derrotar o golpe no Senado Federal e se preciso for, lutaremos conforme a luta se apresentar, na defesa dos trabalhadores, da democracia e do Brasil.

Salvador, 18 de abril de 2016.
Sindicato dos Comerciários de Salvador

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