A luta está só começando, diz Sindicato dos Comerciários

Temer entra pela porta dos fundos

Segundo nota da deputada federal e presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, “arbitrariamente, a presidenta é arrancada do posto e com ela sai um projeto de país, um ciclo de desenvolvimento que reduziu substancialmente as desigualdades sociais e regionais”.

Luciana Santos afirma, também, que o vice-presidente Michel Temer, que aderiu à conspiração e passou a ser um de seus chefes, adentrará ao Palácio do Planalto pela porta dos fundos, pela imposição de uma verdadeira “eleição indireta”. Usurpará a cadeira presidencial e chefiará um governo ilegítimo.

Ponte para o futuro é desfiladeiro para o abismo dos trabalhadores

O presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Jaelson Dourado, disse que o que o país vivenciou foi um golpe à legalidade democrática. “O momento que se abre é o da resistência democrática e popular. Os trabalhadores e seus direitos estão sob sérias ameaças de retrocessos, por um governo que se inicia sem a legitimidade das urnas e levando embaixo do braço um programa que representa um desfiladeiro para o abismo das conquistas sociais e trabalhistas”, afirma Jaelson.

Segundo Adilson Alves, presidente do Sintrasuper, a democracia brasileira foi gravemente ferida. “A democracia foi golpeada e sangra. Mas, não sairemos das ruas em defesa das conquistas que obtivemos nos últimos 13 anos. Temer não terá sossego para implementar o retrocesso e retirar nossas conquistas”, garante Adilson.

As máscaras começam a cair

Reginaldo Oliveira, presidente da Federação dos Comerciários da Bahia – FEC Bahia, disse que Temer, além de entrar pela porta dos fundos, sem votos e em decorrência de uma conspiração, traz consigo um programa de restrições aos direitos dos trabalhadores, a proposta de ministros citados na operação lava-jato.

“A máscara de combate à corrupção cai, quando o próprio Temer é citado em casos de corrupção e tem entre seus possíveis ministros, sete citados na operação lava-jato. Outra mentira é ligada às chamadas pedaladas fiscais. Temer pedalou e assinou mais de 10 bilhões em decretos. Aliás, o próprio relator do impeachment no Senado, Anastasia, pedalou 972 vezes quando foi governador de MG”, afirmou Oliveira.

A rua é nossa trincheira

Jaelson Dourado, presidente do Sindicato dos Comerciários, afirma que o Brasil foi envolvido numa farsa, mas deixa claro que os trabalhadores estão dispostos a enfrentar com muita determinação essa nova fase que se abre na luta social. “Nos manteremos mobilizados e ajudaremos a levantar o povo trabalhador em defesa dos direitos trabalhistas, dos programas sociais e da democracia”, finalizou Jaelson.

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