A saúde do trabalhador é o nosso maior desafio

No comércio da nossa cidade tem sido comum, por parte das empresas, diversas práticas abusivas, que prejudicam e adoecem a categoria. Entre elas: assédio moral, perseguições, discriminações, desrespeito à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e aos direitos do trabalhador.

Tais comportamentos ocasionam problemas físicos e psicológicos que ocorrem também por excesso de trabalho; equipamentos e mobiliários inadequados; carga horária excessiva; desvios de função; etc. Os comerciários tem denunciado as organizações e colaborado com as atividades do Sindicato. E órgãos como Ministério Público do Trabalho (MPT) e Superintendência Regional do Trabalho são acionados, por meio de processos judiciais e Termos de Ajustes de Conduta (TAC), para coibir tais práticas.

Encontros e seminários

Nossa luta para promover um ambiente de trabalho saudável é árdua e contínua, e a fim de informar o comerciário, e reafirmar nosso papel enquanto entidade representativa de classe, todo ano realizamos o Seminário de Saúde da Categoria e o Encontro de Cipistas do Comércio. O intuito é melhorar o grau de conhecimento e envolvimento dos profissionais sobre seus direitos, deveres e na discussão de problemas nas empresas, de forma que possam colaborar na elaboração de propostas para solucioná-los, e, sem dúvida, participar ativamente na luta de classe.

Regulamentação da profissão

Em março de 2013 a presidente Dilma Rousseff deu um grande passo em prol dos trabalhadores do comércio ao regulamentar a profissão do comerciário. A Lei nº 12.790 fixou a jornada de trabalho em oito horas diárias e 44 semanais, limites que só poderão ser alterados em convenção ou acordo coletivo de trabalho. Serão também permitidas jornadas menores, de seis horas, para trabalho realizado em turnos de revezamento, desde que não ocorram perdas na remuneração e que não haja trabalho em mais de um turno. Porém, nossa luta é para que a jornada de trabalho seja reduzida para 40 horas semanais, o que vai gerar novos de postos de trabalho com qualidade de vida.

Mas a luta não para. Para garantir que as Leis do Trabalho e a CCT sejam cumpridas é necessário uma constante vigilância. Por isso acreditamos ser imprescindível a união da categoria. Só assim poderemos vislumbrar um local de trabalho que assegure aos comerciários saúde, qualidade de vida, respeito e dignidade, garantias dos direitos do trabalhador e do cidadão.

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