Absurdo: Sindilojas não assina Convenção e critica acordos

Lamentavelmente, o Sindicatos dos Lojistas joga, novamente, para o impasse nas negociações e prejudica maioria dos comerciários do setor. Em artigo na Coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde de sábado (20/07), o presidente do Sindilojas, Paulo Mota, fez críticas aos acordos assinados entre o Sindicato dos Comerciários e várias empresas do setor lojista.

É importante esclarecer que essas negociações com as empresas são de conhecimento do sindicato patronal, que desde o ano passado mantém postura intransigente e não assina a Convenção Coletiva de Trabalho do setor. Quer dizer, não assina e ainda chantageia as empresas para não buscarem acordos com os comerciários. O Sindilojas é o grande responsável por essa situação.

O Sindicato dos Comerciários assinou acordos com C&A, Centauro, Riachuelo, Marisa, Calvin Klein, Fast Shop, Renner, Le Biscuit, Casas Bahia, Camicado, Cacau Show do Salvador Norte Shopping, Estação Games, Brincar, Luar, Mundo das Variedades, Destak e Sarmento Moreira.

Garantiu reajuste salarial de 6,74% (sendo 3,94% referentes a 2019 e 2,8% referentes a 2018), com o pagamento dos retroativos. Além dos benefícios das convenções coletivas anteriores, como o pagamento de R$ 29,00 para o trabalho aos domingos e R$ 40,50 para os feriados.

“Isso é o que também buscamos com o Sindilojas, sempre mantendo aberto o canal de diálogo visando assinar o acordo geral para todo o setor”, diz o presidente do Sindicato dos Comerciários, Renato Ezequiel.

GRAVE ERRO

Na verdade, o Sindicato dos Lojistas cometeu um grave erro ao não assinar a Convenção de 2018, deixando as empresas vulneráveis quanto à abertura das lojas aos domingos e feriados. Muitas decidiram abrir aos domingos e feriados ilegalmente. Para preservar os direitos dos trabalhadores, o Sindicato dos Comerciários teve que entrar com ação judicial.

A Justiça determinou (e mantém a decisão até o momento) que as lojas não poderiam abrir sem acordo com o sindicato dos trabalhadores. A multa pelo descumprimento é de R$ 1.000,00 por cada trabalhador prejudicado.

“Vamos seguir buscando novos entendimentos com outras empresas e a retomada das negociações com o Sindilojas para a assinatura da convenção coletiva 2019”, afirma Renato Ezequiel.

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