Após fala de Dilma, manifestações contra o golpe multiplicam-se

Em São Paulo, manifestantes mobilizados pela Frente Brasil Popular e independentes concentraram-se no fim da tarde desta segunda-feira (29), na Avenida Paulista, para dizer não ao golpe.

Aos gritos de “Fascistas, não passaram” , “Fora Temer”, “Temer Ladrão, seu lugar é na prisão” eles seguiram rumo ao Vão Livre do Masp.

Personagens

Carolina levou seus dois filhos à manifestação, Yara, de seis anos e Jorge, de três. Ela relatou a importância de ensinar a cidadania desde cedo. “Eu vim primeiro para dar o exemplo, a gente precisa ser ativo e não pode se alienar e fazer de conta que nada está acontecendo, as crianças precisam ver onde elas nasceram e que elas fazem parte dessa história também”, afirma.

Dona Maria Dislene, 70 anos, pegou uma condução no extremo da capital para lutar em defesa da presidenta Dilma, na Avenida Paulista, “ela fez muito por nós, humildes. Eu tô fazendo de tudo para lutar por sua permanência, mas, infelizmente, não depende só de mim, mas continuo lutando pela democracia,” lamenta.

Bombas, violência e truculência

Os manifestantes seguiram para o Vão Livre do Masp de forma pacífica, com batuques, bandeiras e palavras de ordem, mas foram surpreendidos com a Tropa de Choque da Polícia Militar (PM) de São Paulo, que alegava fazer a proteção do prédio da Fiesp e impediu que o ato seguisse em frente.

O ato político transformou-se em um cenário de guerra, com o lançamento de bombas de efeito moral, spray de pimenta e jatos d´água. A cada pausa dos ataques PM, os manifestantes voltavam para frente do Masp em um ato de resistência, mas logo em seguida eram dispersos com truculência.

Às 20:30, a polícia já havia conseguido acabar com a manifestação por completo. Uma ato está sendo mobilizado nesta terça-feira (30), no Vão Livre do Masp, para denunciar a violência da PM com os movimentos sociais e dizer não ao golpe.

Manifestantes no local comentavam que a repressão foi semelhante a promovida em junho de 2013. A polícia alega que o uso da violência foi necessária pois os organizadores não informaram o trajeto do ato.

Em Florianópolis, os manifestantes também disseram “Fora Temer” Imagem (Mídia Ninja)

Em Porto Alegre, centrais sindicais reuniram-se para dizer não ao golpe nesta segunda-feira (29). Mesmo sob chuva, o ato reuniu algumas centenas de pessoas que manifestaram apoio ao anúncio de preparação da greve geral e de intensificar as mobilizações de rua pelo país. (Informações e imagens Sul 21).

No Rio de Janeiro, a manifestação começou às 17h na Candelária e seguiu pelas ruas do centro da cidade. (Imagem: Cuca da UNE)

Outras manifestações acontecem nesta terça-feira (30) em diversas cidades, para mostrar indignação com a ruptura do regime democrático estabelecido no país.

Fonte: Portal Vermelho

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