Aprovado PL que amplia cotas nas universidades para 50%

Para a Unegro (União de Negros Pela Igualdade), que luta há décadas pela aplicabilidade das leis, o fato de se ter um marco regulatório é um avanço. “Poucas são as ações do governo para combater a discriminação e o racismo. Por mais que não seja o suficiente, a gente parte do pressuposto de que é um avanço”, afirma Jerônimo Silva Júnior, membro da Executiva Nacional da Unegro.

A nova forma, que combina cotas raciais e sociais, condiz mais com a realidade do país, especialmente em Salvador, cidade mais negra Brasil. Na prática, têm mais acesso às instituições federais de ensino superior na Bahia alunos com boa condição social e que estudaram em boas escolas, geralmente, da rede particular de ensino. Os que não tiveram uma base sólida acabam ficando de fora.

A aprovação do projeto de regulamentação das cotas foi depois de o Supremo Tribunal Federal declarar constitucional esse tipo de ação afirmativa nas universidades. Agora, a matéria segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.

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