Atos no Climério de Oliveira e Pavilhão de Ondina marcam 17º dia de greve

Às 6h, o CLG já estava no local. O coordenador geral da Assufba, Renato Jorge, lembrou que a Universidade, a saúde, a educação e as políticas sociais do país estão em risco. “Se a PEC for aprovada, nossas conquistas serão exterminadas. Não podemos ter medo. Se abaixarmos a cabeça agora, não teremos condições de enfrentar no futuro”, exclamou. Renato também aproveitou a oportunidade para falar sobre a necessidade de melhoria nas condições de trabalho na MCO.

O coordenador de Saúde do Trabalhador, Euler da Penha, alertou que a entidade faz uma greve com responsabilidade, com atenção especial para os Hospitais Universitários, onde o movimento acontece de forma diferente, para que a população não saia prejudicada.

Posição reforçada pelo coordenador de Comunicação, Valmiro dos Santos, que chamou a categoria e a sociedade em geral para participar do Dia Nacional de Greve e Paralisações, que acontece nesta sexta-feira (11/11). “Temos de ter a consciência de luta, não podemos cruzar os braços”. Lembra também que a Assufba tem feito a mobilização há tempos, com debates, assembleias e paralisações.

Ao decorrer do ato, o carro da Assufba foi impedido de adentrar a MCO. Ciente do fato repressor, o Comando Local de Greve fechou o portão da maternidade. É válido lembrar que os pacientes não foram prejudicados e tiveram acesso normalmente ao local.

Pavilhão de Ondina

O CLG seguiu para o Pavilhão de Ondina no intuito de conversar com os trabalhadores. Todas as unidades foram visitadas e os funcionários, convidados para ouvir o Sindicato.

O coordenador de Formação Sindical, Antonio Bomfim, ressaltou que “não aceitamos que o orçamento da Universidade seja congelado por 20 anos e que o processo de formação de novas gerações seja comprometido”.

Presente na atividade, a coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas, Gisélia Santana Souza, apoiou a luta, inclusive afirmou que o governo imposto através do golpe parlamentar “quer levar para a cova o país”.

Segundo a professora, “o que eles [governo] querem é congelar os investimentos em saúde, educação, ciência e tecnologia. Com as medidas anunciadas, o Brasil abre mão de se tornar uma potência”. Para a coordenadora, a falta de recursos para a educação mata o país. “Essa não é uma greve só da Assfufba e dos servidores. Tem de ser uma greve geral”.

 Fonte: CTB Bahia

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