Audiência pública discute a participação feminina na política

Nosso Sindicato esteve presente, através do Presidente Jaelson Dourado e da Diretora do Departamento da Mulher, Cherry Almeida. “Esse é um momento importante porque propõe uma discussão para ampliar a participação feminina no debate e nas decisões políticas do nosso país, e permite não só o crescimento da mulher como da sociedade como um todo. Não podemos esquecer que somos maioria e precisamos ampliar o nosso espaço. Uma discussão que deve ser aplicada no ambiente de trabalho, na valorização da mulher nos cargos de chefia e de poder”, afirmou Cherry.

O objetivo do encontro é discutir os desafios para ampliar a participação da mulher em cargos eletivos da política nacional. Atualmente, na câmara federal 45  vagas são ocupadas por mulheres, o que representa 9% dos cargos. No senado, são 12 mulheres, cerca de 14% do total. E no âmbito estadual, no último pleito foram eleitas 136 deputadas estaduais em todo o Brasil, o que representa cerca de 13% das vagas. “O diferencial feminino é o olhar mais sensível, e a mulher precisa estar presente nas decisões do país com este diferencial. É isso que vamos buscar. Vamos nos unir porque a sociedade civil é forte, e unida poderá vencer mais este desafio”, disse a Senadora Marta Suplicy.

Também estiveram presentes as vereadoras Olívia Santana, Aladilce Souza, Vânia Galvão, Marta Rodrigues, os deputadas estaduais Nelson Pelegrino, Luiza Maia, Maria Del Carmem, Eron Vasconcelos e a deputada federal Alice Portugal. Presentes também, as sociólogas Vilma Reis e Alice Costa, e a prefeita de Lauro de Feitas Moema Gramacho.

Atividades em todo o país

Esta foi a primeira audiência pública regional promovida pela CCJ seguida de São Paulo, marcada para o próximo dia 6 de junho. Serão realizadas ainda audiências em Belém, Porto Alegre, Curitiba Goiânia e Manaus embora sem datas definidas. “Não há reforma política sem a participação da mulher. A mulher está cansada de ficar fora do poder e do fórum das decisões políticas. Seja nas organizações em geral como nos partidos políticos, que são organizações extremamente machistas e dirigidas para a manutenção do poder”, completou a Senadora Lídice da Mata.

Lista aberta nos partidos e financiamento de campanha

O grande desafio para as mulheres é que seja implantado o processo de listas abertas dentro dos partidos, que normalmente indicam homens para serem votados com o pretexto de que não existem nomes femininos na disputa. Além disso, as mulheres defendem o patrocínio público de campanha, tendo em vista que o machismo não abre espaço para o financiamento das campanhas femininas. “Somos um país de homens fortes e listas fechadas, e o machismo não nos possibilita patrocinadores de campanha. Por isso defendemos a reforma política e a lista aberta de candidatos”, afirmou Alice Portugal.

Horário gratuito na TV

Com a reforma política, além da ampliação da participação feminina, o movimento busca aumentar também a participação no horário político gratuito da TV, que no ano passado ficou em 5%. “A reforma política vem se arrastando há muito tempo e nada se resolve. Temos a obrigação e necessidade de levar este debate a cada canto do País, do contrário, ficaremos sem representatividade”, afirmou a Deputada Luiza Maia.

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