Bahia gera 2.209 novas vagas com carteira em julho

Segundo o Caged, no mês passado, a indústria de transformação liderou a geração de vagas, com 1.410 novos postos. Em seguida, aparecem os setores da construção civil (1.213 postos) e dos serviços (661 postos). A agropecuária, por sua vez, registrou um saldo negativo de 1.083.

“Os resultados do Caged para a Bahia no mês de julho trazem dois aspectos importantes: o primeiro deles é a geração de mais de 1.400 postos de trabalho na indústria da transformação, o que aponta para uma expansão na produção do setor. O segundo resultado importante foi o da construção civil, com mais de 1.200 postos, o que pode indicar que o saldo negativo de 952 empregos em junho no setor pode ter sido apenas uma questão localizada”, analisou Geraldo Reis, diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

O município de Juazeiro, no Vale do São Francisco, foi o grande destaque na geração de vagas em julho, com um saldo de 1.025 postos de trabalho celetista. Logo atrás aparecem Casa Nova (639), Lauro de Freitas (360), Feira de Santana (354) e Camaçari (223). Entre os municípios que tiveram os menores saldos de empregos em julho estão Eunápolis (-550 vagas), Vitória da Conquista (-479 vagas), Teixeira de Freitas (-409 vagas), Itapetinga (-297) e Barreiras (-145). No que se refere ao período de janeiro a julho, Salvador registrou o maior saldo, com 9.457 empregos.

Outros estados – O número de vagas de trabalho com carteira assinada, em todo o País, chegou a 142.496 postos em julho. O resultado do mês passado é fruto de 1.753.241 admissões e 1.610.745 desligamentos. No acumulado do ano até o mês passado, o saldo líquido de empregos ficou em 1.232.843 postos. Pela primeira vez no ano, todos os estados e o Distrito Federal registraram expansão do mercado de trabalho formal. Entre os destaques positivos em volume estão São Paulo (47.837), Minas (19.216), Rio de Janeiro (13.439) e Pará (6.759).

Segundo o diretor do Departamento de Emprego e Salários do Ministério do Trabalho, Rodolfo Torelly, o mês de julho já dá sinais de que tendência de desaceleração do emprego formal está se revertendo. Ele destacou que vários subsetores da indústria de transformação registraram saldos positivos, depois de meses demitindo.

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