Câmara promove tentativa de golpe à democracia

Para entender o que aconteceu, a questão de ordem apresentada pelo DEM foi uma manobra articulada com o presidente Eduardo Cunha, como forma de iniciar um processo de golpe ao legítimo mandato da presidenta Dilma, conquistado legalmente nas urnas. O DEM, através da questão de ordem perguntou a presidência da Câmara como funciona, prazos, etc, do rito de impeachment.

Com essa questão de ordem acatada, o regimento da Casa diz que ele terá que responder. O passo seguinte deverá ser que o DEM irá recorrer ao plenário para iniciar o processo. Se o plenário aprova receber o pedido, a Presidenta é notificada para uma defesa prévia em um prazo de 10 sessões. Ai é instalada uma comissão especial que dá um parecer em um prazo de 5 sessões. Se esse parecer for aprovado no plenário ai sim inicia o processo de impeachment. Ou seja, trata-se de uma manobra para forçar a abertura do processo de golpe.

O deputado Orlando Silva, PCdoB, vice-líder do governo rebateu com veemência a manobra golpista: “Aqueles que pensam que Dilma Rousseff é igual a Fernando Collor de Melo irão se surpreender. Haverá luta política de nosso povo. Aqui no Brasil tem organização, os trabalhadores irão defender as conquistas. Não adianta querer fazer atalhos. Na mão grande ninguém levará o mandato da presidenta Dilma”.

“O DEM quando se presta a este papel demonstra que é legítimo herdeiro da Arena, o partido que sustentou o regime militar no Brasil. Não adianta querer cortar caminho, atitude democrática é aguardar as eleições de 2018. Vocês têm de ir para a rua ganhar voto a voto. Hora de crise é momento de refletir e construir alternativas para retomar o crescimento nacional. O povo lá fora não quer saber de briga entre governo e oposição, mas que responda aos desafios que o país enfrenta”, destacou o deputado Orlando Silva.

O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), defendeu a legitimidade do mandato da presidenta Dilma Rousseff. “Nós ganhamos a eleição e é com base nesse mandato popular que vamos governar pelos próximos três anos e seis meses. A oposição disputou a eleição e não aceita o resultado do voto popular”, disse.

A líder do PCdoB na Casa, deputada Jandira Feghali (RJ), também saiu em defesa da estabilidade democrática no país. “Quem faz política tem lado e neste momento nosso lado é o da democracia brasileira. Uma democracia que veio depois de muita luta, de muita morte, e que não admite que sem nenhum delito da Presidência da República seja acatado um pedido de impeachment. Não há base técnica, política ou jurídica para isso. Estamos aqui defendendo um projeto de mais Estado, de mais políticas públicas, de mais emprego, de mais renda. Tentar emplacar um processo de impeachment agora é golpe.”

Sônia Corrêa – Ascom Sindicato dos Comerciários, com informações do Portal Vermelho

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