Campanha alerta para o risco de doenças oculares em diabéticos

A retinopatia, a catarata precoce e a degeneração macular relacionada à idade estão entre as graves complicações que podem afetar portadores de diabetes que não controlarem de forma adequada a doença. Em antecipação ao Dia Mundial de Combate ao Diabetes, comemorado em 14 de novembro, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) e o Hospital Federal dos Servidores do Estado (HSE) promoveram hoje (10) a campanha Viver, Porque Ver É Viver.

Oftalmologistas atenderam gratuitamente portadores de diabetes no HSE, que fica na zona portuária, centro da cidade. O alerta da SBO é com relação ao risco dessas doenças oculares, especialmente a retinopatia diabética, que pode causar a perda da visão definitivamente. Segundo o presidente da SBO e diretor da clínica do Serviço de Oftalmologia do HSE, Aderbal Alves Jr., foram atendidos mais de 200 pacientes no mutirão realizado hoje. “Pelo menos cinco deles, que nunca tinham sido tratados, estavam com uma forma avançada de diabetes e se os problemas não tivessem sido identificados agora, eles certamente ficariam cegos”, disse.

O presidente da SBO destacou a importância do exame anual de fundo de olho para os portadores de diabetes. Segundo Alves Jr., o exame é essencial para o diagnóstico precoce da retinopatia, doença ocular que, mais cedo ou mais tarde, acaba afetando a maior parte dos diabéticos. “Se a pessoa viver muito, em algum momento, tem uma chance enorme de ter a retinopatia. Pode ser até em um grau leve, se a pessoa tratar bem o diabetes, o que diminui muito a chance de ter essa complicação [a perda da visão]”, explicou.

Uma pesquisa inédita da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), divulgada ontem (9), confirmou que a população brasileira ainda tem dúvidas sobre o que é a doença e como ela pode ser controlada. Menos da metade (49%) dos mais de 2 mil entrevistados não souberam definir o diabetes e 50% disseram que um diabético pode levar uma vida normal. Os diferentes tipos da doença – diabetes tipo 1, tipo 2 ou mellitus e gestacional – são desconhecidos de 51% das pessoas ouvidas na pesquisa.

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