Campanha salarial 2013 – Salário forte e valorização das diferenças

Chegou o momento de ampliar direitos, melhorar salários e conquistar melhores condições de trabalho. O ambiente é favorável para os trabalhadores. A economia do estado continua aquecida e cresce acima da média nacional por 7 anos.

Setor aquecido
O comércio empregou 9,5% do total da mão de obra nacional e foi responsável por 3,6% da receita bruta total gerada pela economia brasileira. Segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), nosso Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,6% no primeiro semestre de 2012 enquanto o nacional teve expansão de 0,6%. De acordo com o Dieese, a inflação em 2012 acumulada pelo IPC com data base março/2013 foi de 6,77% e o comércio baiano teve crescimento de 9,7%.

Medidas governamentais beneficiam o comércio
Em 2013 algumas medidas governamentais vão beneficiar ainda mais o setor, entre elas: a desoneração da folha de pagamento, que tem início em 1º de abril e substitui os 20% devidos pelo empregador ao INSS por 1% da receita bruta. O governo federal está investindo também em infraestrutura, com construção de portos, rodovias e ferrovias para escoar a produção e com isso reduzir os custos das mercadorias. Além disso, a redução do IPI nos automóveis, móveis e eletrodomésticos vai continuar mantendo o aquecimento do setor, que ainda vai se beneficiar com o desconto de 32% sobre a tarifa da energia elétrica.

Ambiente de trabalho é precário
Apesar dos números positivos e favoráveis às nossas bandeiras de lutas, o setor também é destaque quando o assunto é desrespeito, exploração e irresponsabilidade com os trabalhadores. Salvador possui o terceiro comércio do Brasil e 1º do Norte/Nordeste, mas o salário é um dos menores do Brasil, abaixo de cidades como Recife (R$ 726) e João Pessoa (R$ 726). Na capital as empresas do comércio burlam a Lei e a Convenção Coletiva de Trabalho para explorar e prejudicar os trabalhadores. Organizações que utilizam mobiliários inadequados que ameaçam a saúde dos trabalhadores e não fornecem alimentação, ou quando fornecem o valor do ticket é insuficiente para uma refeição digna.

O assédio moral também é comum no setor e muitos trabalhadores são expostos a todo tipo de violência em lojas e supermercados. Além disso, o comércio é campeão quando o assunto é humilhações e discriminações, seja por parte das chefias ou até mesmo através dos clientes, que ao se indignarem com as longas filas descarregam suas insatisfações nos trabalhadores.

Categoria
De acordo com o IBGE, a categoria é formada por cerca de 300mil trabalhadores formais e informais, do total 80% é formado por jovens com idade entre 18 a 30 anos e 52% são mulheres. A maioria é negra, que sofre discriminações e humilhações, ocupa cargos subalternos e não tem oportunidades para crescer e se desenvolver profissionalmente. São eles que abrem mão da vida social, familiar e dos estudos em prol do trabalho, laborando de domingo a domingo e com uma carga horária extensa. Situação que se agrava em relação as mulheres, que não tem onde deixar seus filhos para trabalhar porque as empresas do setor não disponibilizam de creches ou auxílio creches para a guarda dos filhos.

Trabalhador unido fortalece a luta
Os números comprovam o quanto somos fortes e que através da nossa união poderemos conquistar novos benefícios e direitos. Seja proativo e participe conosco das nossas lutas em benefício da categoria, juntos vamos mudar esse jogo. Através do seu apoio vamos levar o debate para dentro das lojas, vamos às ruas lutar pela valorização do nosso trabalho e por respeito ao nosso suor. É hora de dividir o bolo porque não podemos continuar vivendo as contradições do setor. A campanha está nas ruas e unidos vamos fazer a diferença.

Principais reivindicações:

– Reajuste de 20% para os salários;

– Valores dos domingos R$ 50,00;

– Valores dos feriados R$ 60,00;

– Jornada de 6 horas para empresas que trabalham com revezamento;

– Pagamento de todos os domingos do ano;

– Estabilidade paternidade (30dias);

– 30% de periculosidade para os comerciários que exercem a função de vigilante e proteção de patrimônio;

– Alimentação em todas as empresas, independente do tamanho.

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