Campanha salarial: A hora é de pressão!

Por mais que o Sindicato dos Comerciários venha mostrando que as perdas salariais, decorrentes da inflação representam uma dívida dos patrões com os empregados e a necessidade de avançarmos na busca de um ambiente de trabalho decente, com qualidade de vida para os comerciários, o setor patronal prefere manter uma atitude que desrespeita quem faz suas empresas faturarem lucros espetaculares.

Setor Lojista

No caso do setor lojista, o ineditismo do desrespeito ficou por conta da proposta absurdamente abaixo da inflação, além de querer realizar negociações fragmentadas, com reajustes espontâneos por empresas e setores, o que desconsidera o caráter coletivo e a representação sindical, cuja base é o município. Se Salvador possui mais de 12 mil empresas, imaginem como seria negociar com cada uma, individualmente.

Setor de supermercados

Nos supermercados, a situação é um pouco diferente, mas, mesmos assim, os patrões não querem alterar as cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho do ano passado. Já na proposta econômica, propuseram apenas a reposição da inflação (11,08%) sobre os salários de março de 2015, dividido em duas vezes. Para alimentação e trabalho aos domingos e feriados, propuseram apenas 10%.

É hora de pressão

Diante da postura de desatenção patronal, não resta outra alternativa aos comerciários, que não seja elevar o tom da luta. “Estamos tentando conduzir as conversações na mesa da melhor forma possível. Mas, parece que os patrões não estão compreendendo isso”, afirma o presidente do Sindicato dos Comerciários, Jaelson Dourado.

“Se o diálogo ameno está incompreensível, passaremos a atuar de modo a mostrar que os trabalhadores do comércio de Salvador precisam ser valorizados. Somos nós, comerciários que fazemos o comércio crescer”, manifesta Jaelson Dourado.

Adilson Alves, presidente do Sintrasuper, disse que a proposta patronal ainda demonstra muita timidez, que não corresponde ao tamanho dos grupos supermercadistas baianos. Ele também voltou a afirmar que os trabalhadores não têm a intenção de recuar da necessidade de que se tenha ganho real.

Ele lembrou também que, nos últimos 12 anos, os empresários do comércio baiano acumularam lucros extraordinários, muito acima da média nacional. “Além disso, ninguém deixa de comer. Por isso, é falácia dizer que há crise no setor supermercadista”, afirmou Adilson.

Comerciários responderão com luta

Ações e mobilizações já estão sendo organizadas pelo Sindicato, cujo objetivo é conscientizar a categoria sobre a postura patronal e também mostrar aos patrões que, para terem trabalhadores produzindo com eficácia, precisam valorizar seus funcionários.

Como diz a música de Gonzaguinha, “A gente quer valer nosso suor”.

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