Campanha Salarial é intensificada e ganha ruas e shoppings

Alimentação é direito adquirido! – Ninguém tira!

Os comerciários estão indignados e ameaçam parar as atividades em protesto contra a chantagem que os empresários estão fazendo, ao condicionar a assinatura da Convenção Coletiva com a retirada da alimentação. Uma demonstração de falta de respeito aos trabalhadores, que não vão aceitar retrocessos. “Nenhum direito a menos! Não vamos aceitar essa chantagem dos empresários de ameaçar retirar a alimentação, que foi uma conquista histórica da categoria que lutamos muitos anos para garantir. Vamos mobilizar os trabalhadores para realizar uma grande paralisação no comércio.”, afirmou Jaelson Dourado, presidente do Sindicato.

Sintrasuper

Nos supermercados a campanha também está a todo vapor. “É um setor que cresceu muito, vende bastante e esse ano vai ter que valorizar os salários e o piso da categoria. Os supermercados adoecem os trabalhadores, são líderes em doenças ocupacionais, pagam mal, a exploração é maior e abrem todos os domingos e feriados. Este ano teremos grandes desafios pela frente. Além de melhorar os salários em geral, não podemos esquecer das questões sociais.”, disse Adilson Alves, presidente do Sintrasuper.

O setor está aquecido mas as desigualdades só aumentam

De acordo com o IBGE, em janeiro de 2014 o comércio varejista da Bahia registrou alta de 6,7% nas vendas, em relação a igual período de 2013. A variação superou a nacional, que registrou taxa positiva de 6,2%. Segundo Dieese, nos últimos 11 anos o volume de vendas na Bahia passou de -0,6% (2001) para 9,7% (2012), com 3% de crescimento do PIB. “Os dados colocam o emprego no comércio e a economia baiana em evidência, e neste momento estamos discutindo isso nas mesas de negociações. A todo o momento eles vão tentar esconder estes dados positivos e apresentar apenas a inflação. Mas um exemplo de que o comércio cresceu e gerou lucros são os novos shoppings que foram abertos.”, pontuou Reginaldo Oliveira, presidente da Federação dos Empregados do Comércio na Bahia (Fec Ba).

Creches nas empresas

A deputada estadual Kelly Magalhães (PcdoB), autora do Projeto de Lei 20.499/13, que dispõe sobre a exigência de instalação de creches em estabelecimentos comerciais para acolher os filhos das comerciárias, apoia a categoria. “O projeto tem a finalidade de reconhecer a função social da maternidade, especialmente para uma categoria que em sua maioria é formada por jovens e mulheres. É também para reconhecer que elas saem de casa muitas vezes de madrugada e retornam tarde e acabam perdendo o vínculo materno com seus filhos nos anos iniciais, fundamentais para estreitar os laços.”, completou.

Desigualdades

Apesar do cenários positivo, os trabalhadores continuam prejudicados e sofrem com as desigualdades. Segundo o Dieese, de 2005 a 2013 o ganho real dos empresários foi de 65,31% enquanto que os trabalhadores amargaram apenas 7,67% no mesmo período. Salvador possuir o terceiro maior comércio do país e o primeiro do norte/nordeste, mas o piso da categoria (R$ 787) é menor que o de Feira de Santana (R$ 790).

Pauta de reivindicações:

– 13% de reajuste;

– Redução da jornada de trabalho;

– Auxílio creche;

– 30% de periculosidade (líder, fiscal de loja e prevenção);

-Fim das horas extras;

-Trabalho decente;

– Vale cultura.

 

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