Carros são abandonados em estacionamentos de Salvador

O estacionamento do Hiper Bompreço localizado na avenida Antônio Carlos Magalhães é um dos locais onde essa realidade pode ser comprovada.

Com a entrada livre, o estacionamento do hipermercado abriga pelo menos 10 veículos abandonados que ocupam vagas destinadas a clientes e funcionários do local. A maioria dos automóveis nestas condições está trancado e possui película de segurança, o que impede a visão interna.

Para a retirada desses carros de locais particulares, como é o caso do supermercado, é necessário que o dono do estabelecimento entre em contato com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e realize a solicitação de remoção.

De acordo o assessor técnico do Detran, o capitão PM Luide Souza, desde o dia 3 de julho, o órgão executa a Operação Cidade Limpa, ação que retira das ruas sucatas e automóveis abandonados.

“Nos casos em que os veículos são deixados em locais particulares, o Detran precisa receber um documento oficializando o pedido de retirada do veículo”, informou o oficial.

Ainda segundo ele, após o recolhimento do automóvel, o proprietário é notificado via carta para comparecimento à sede da instituição para quitação dos débitos e recuperação do carro. Caso isso não ocorra, o automóvel pode ir a leilão público para que o valor seja utilizado no pagamento dos débitos.

Os locais gratuitos não são os únicos a sofrerem com a situação. Em um dos estacionamentos particulares mais movimentados de Salvador, localizado no aeroporto Luis Eduardo Magalhães e administrado pela empresa WellPark, a realidade não é diferente.

A cobrança de tarifa por hora e a identificação do veículo na entrada não impedem que motoristas deixem seus carros no local por longos períodos, sem arcar com os custos, como é o caso da Kombi Branca JLM- -3497, com placa de Itacaré – Bahia, parada no piso superior do estabelecimento. A ação do tempo já destruiu parte do veículo que se desfaz em ferrugem.

Até veículos sem placa policial podem ser encontrados abandonados nos estacionamentos de Salvador. No aeroporto, um Pálio Fire, da cor branca, foi deixado há meses, como revela o acúmulo de poeira. Sem as placas dianteira e traseira, não dá para identificar o proprietário e, principalmente, verificar a situação de regularidade do automóvel, a exemplo da consulta de restrição a furto e roubo.

“Muitos veículos recolhidos na Operação Cidade Limpa são frutos de ações delituosas”, explicou Luide, ressaltando a dificuldade em localizar os donos dos veículos devido à desatualização dos dados cadastrais dos proprietários junto ao Detran.

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