Chegou a hora da pressão: Proposta indecorosa dos patrões será respondida com pressão dos trabalhadores

Por mais que o Sindicato dos Comerciários venha mostrando que as perdas salariais, decorrentes da inflação representam uma dívida dos patrões com os empregados e a necessidade de avançarmos na busca de um ambiente de trabalho decente, com qualidade de vida para os comerciários, o setor patronal prefere manter uma atitude que desrespeita quem faz suas empresas faturarem lucros espetaculares.

No caso do setor lojista, o ineditismo do desrespeito ficou por conta da proposta de realizar negociações fragmentadas, com reajustes espontâneos por empresas e setores, o que desconsidera o caráter coletivo e a representação sindical, cuja base é o município. Se Salvador possui mais de 12 mil empresas, imaginem como seria negociar com cada uma, individualmente.

Nos supermercados, os patrões não querem alterar as cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho do ano passado e propuseram o percentual de 8% sobre os salários de 2015, dividido em duas vezes e não concordam em efetuar a reposição da inflação. Algumas empresas, eventualmente podem realizar alguma antecipação, mas qualquer antecipação que, porventura, fizerem sobre os salários dos meses de março e abril de 2016, são frutos da negociação coletiva entre os sindicatos dos trabalhadores e patronal.

É hora de pressão

Diante da postura de desatenção patronal, não resta outra alternativa aos comerciários, que não seja elevar o tom da luta. “Estamos tentando conduzir as conversações na mesa da melhor forma possível. Mas, parece que os patrões não estão compreendendo isso”, afirma o presidente do Sindicato dos Comerciários, Jaelson Dourado.

“Se o diálogo ameno está incompreensível, passaremos a atuar com mobilização e luta, para mostrar que os trabalhadores do comércio de Salvador precisam ser valorizados, pois são eles que fazem o comércio crescer”, manifesta Jaelson Dourado.

Adilson Alves, presidente do Sintrasuper, disse que a proposta patronal demonstra muita timidez, que não corresponde ao tamanho dos grupos supermercadistas baianos. Ele também voltou a afirmar que os trabalhadores não vão recuar da necessidade de reposição da inflação, tampouco abrem mão de que se tenha ganho real.

Comerciários responderão com luta

O Sindicato estará mobilizando os trabalhadores do comércio para diversas ações, cujo objetivo é conscientizar a categoria do seu descontentamento com a postura patronal e também mostrar aos patrões que, para terem trabalhadores produzindo com eficácia, precisam valorizar seus funcionários.

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