Cipa e saúde são temas de encontro dos comerciários

“O trabalhador que sai daqui multiplica as informações adquiridas e faz com que outras pessoas tenham acesso a tudo que foi dito para por em prática no local de trabalho. O objetivo é conscientizar os colegas de trabalho sobre o papel da Cipa e o cuidado com a saúde, que devem estar em primeiro lugar.”, destacou Rosimeire Correia, secretária de saúde do Sindicato.

Diferenças nos benefícios
Marcelo Caetano, gerente da Divisão de Benefícios do INSS em Salvador e Região Metropolitana, iniciou o ciclo de palestras alertando para algumas regras do órgão para concessão de benefícios e falou das diferenças entre os auxílios: doença, acidente e reclusão. “É fundamental ter conhecimento e saber as regras porque a pessoa começa a trabalhar e no primeiro contra cheque já vem o desconto e ela não sabe como funciona o desdobramento do recurso, as regras, quais os seus direitos, etc. No auxílio doença, por exemplo, o benefício só acontece se a doença estiver causando uma incapacidade para o trabalho. Enquanto existir somente a doença o benefício não será concedido.”, afirmou.

Números
De acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2012, no ano foram concedidos quase 5 milhões de benefícios. Destes, 86,7% eram previdenciários, 6,7% acidentários e 6,6% assistenciais. Estes números representam R$70 bilhões para os cofres da Previdência. “Este evento é importante porque o cipista é um parceiro do técnico de segurança do trabalho e estabelece uma parceria com a Cipa, uma forte aliada no combate ao acidente de trabalho.” falou Alex Fábio, diretor da Associação de Técnicos de Segurança do Trabalho. “Semana passada tivemos um encontro da CTB para discutir a saúde do trabalhador, e um dos pontos principais foi a formação do cipista e suas atribuições, devido aos números alarmantes. Formando o cipista, alertando-o para suas atribuições, temos certeza que diminuiremos os casos de acidentes e mortes.”, completou Anderlei Costa, do Sintrasuper.

Fiscalização
Para o fiscal da Superintendência Regional do Trabalho, Flávio Nunes, são muitos os problemas encontrados no ambiente de trabalho, e não há uma fiscalização eficiente porque o órgão tem um défict de auditores. “Temos encontrado diferentes problemas nos mais diferentes setores econômicos. No caso específico do comércio, encontramos muitos problemas relacionados a jornada de trabalho, descanso semanal remunerado, que algumas empresas não concedem ao trabalhador, o que é um erro. Estas empresas deveriam ser fiscalizadas para corrigir o problema, mas, infelizmente, não temos conseguido alcançar todas elas devido ao quadro reduzido de auditores”.

 

 

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