Com capoeira e futebol, comerciários ocupam o Shopping da Bahia

Segundo o presidente do Sindicato dos Comerciários, Jaelson Dourado, os lojistas só oferecem 8% (abaixo da inflação do período, de 11,08%), sem retroatividade a março, data-base da categoria e quando começaram as negociações. “Além disso, querem congelar o valor da alimentação em R$ 8,40. Por isso, os trabalhadores decidiram em assembleia ocupar os shoppings para pressionar a assinatura do acordo. Há 10 anos, o comércio de Salvador cresce mais que a média do Brasil e não pode agir dessa forma”, declarou.

O presidente em exercício da FEC Bahia, Renato Ezequiel, disse que todos os sindicatos do interior já assinaram seus acordos, muitos com o Sindilojas, que emperra a negociação. “A FEC está apoiando todas as ações do sindicato e da categoria. Se for preciso, vamos à greve”, afirmou.

A luta do Sindicom tem o apoio do Sintrasuper (Sindicato dos Comerciários de Supermercados). “Já assinamos com os patrões com 11,10% de reajuste. Agora, atuamos juntos no setor lojista para a assinatura da Convenção Coletiva. Os trabalhadores não querem nada absurdo, apenas a reposição da inflação e um ganho real de aumento. E não será a segurança dos shoppings que impedirá as manifestações”, disse, em referência à ação do Shopping da Bahia para inibir o ato.

De acordo com a diretora do Sindicom, Cherry, o terceiro maior comércio do Brasil não pode tratar dessa forma os comerciários. A também dirigente Sueli Santos afirmou que se os lojistas não mudarem de atitude, a categoria está disposta a parar. Para o dirigente do Sintrasuper Antônio Sebastião, a paciência dos trabalhadores tem limite. “Não vamos aceitar esperar mais. Ou os patrões cedem, ou radicalizaremos”, frisou.

CTB E INTERIOR

Presente no ato, o presidente do Sindicom de Irecê, Rafael Shydarta reforçou o apoio do interior aos comerciários de Salvador. “Aonde tiver trabalhador sendo explorado e tratado dessa forma como os lojistas fazem, estaremos juntos, por uma vida melhor”, enfatizou.

A vice-presidente da CTB Bahia, Rosa de Souza, pontuou que os lojistas não querem valorizar os comerciários. “Desde março negociando e eles não oferecem um reajuste digno para uma categoria tão importante. O momento é de avançar nas conquistas e não retirar ou congelar direitos”, defendeu.

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