Comer fora de casa em Salvador está cada vez mais caro

Um desdobramento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado com exclusividade para o jornal A TARDE, mostra que almoçar, jantar ou petiscar fora de casa em Salvador ficou 9,08% mais caro em 2013, quando comparado a 2012.

No setor de alimentação, a refeição a peso ficou 10,32% mais cara. Já os restaurantes à la carte aumentaram os preços em 6,62%.

Os maiores preços das refeições afetam principalmente quem almoça diariamente fora de casa por causa do trabalho. É o caso da técnica de vendas Cristina Andreo.

“Os preços estão muito altos. Como fora todos os dias e a média é de R$ 18 por dia. Isso porque como pouco”, diz. Ela afirma que é difícil encontrar restaurantes que cobrem menos de R$ 30 por quilo.

Entre os produtos com maior aumento estão o refrigerante, com crescimento de 14,2% , a água mineral (10,9%) e cerveja (8,35%), que também apresentaram variações maiores do que a inflação oficial, de 5,91%.

Tomate e feijão

Segundo o coordenador do IPC, Denilson Lima, os reajustes dos alimentos ainda são reflexos dos preços altos em itens como o tomate e o feijão, que sofreram perdas de safra no ano passado.

“A escassez dos produtos fez com o que o preço subisse. O feijão subiu mais de 25%. Essas coisas todas favorecem o aumento do preço para alimentação fora do domicilio”, afirma Lima.

A tendência, segundo o diretor do IPC, é que os preços das refeições fora de casa continuem aumentando. “A alimentação fora de domicílio nunca cai de preço. A demanda é contínua”, afirma.

O maior número de empregados, que optam por não voltar para casa na hora do almoço tende a manter a procura por alimentação fora do lar, afirma o pesquisador.

“É um despropósito as pessoas voltarem para casa para almoçar. Nem todo mundo tem veículo, e o custo da gasolina também conta. Esse é um dos grandes fatores que contribui para não haver queda”, diz Lima.

No verão, com as férias e a alta estação turística, os preços de alimentos e bebidas fora de casa tendem a aumentar por causa da demanda.

Em janeiro deste ano, o produto que mais subiu foi a água mineral, com 4,94%, seguido da cerveja fora de domicílio, com 2,7%.

“Janeiro tem o fator da sazonalidade. É um período em que as pessoas estão de férias, estão aproveitamento para comer fora, aproveitam um happy hour mais duradouro”, afirma o pesquisador.

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