4ª Feira de Cidadania celebra Dia Internacional da Mulher

No local foram promovidas palestras e debates, e entre os principais temas abordados ganharam destaque: preconceito, discriminações e as dificuldades enfrentadas por elas no dia a dia. “A busca por uma sociedade mais justa e igualitária é cotidiana. Vivemos em uma sociedade que ainda cultiva e permite certos comportamentos como homofobia, preconceito, discriminações, violência contra a mulher e o tráfico humano. Isso é uma vergonha e a tarefa da Feira é trazer à tona o debate sobre políticas públicas afirmativas para as mulheres.”, afirmou Cherry Almeida, da Secretaria de Gênero.

Serviços gratuitos

Foram disponibilizados serviços gratuitos como: verificação de pressão arterial, massa corpórea e glicemia; orientação nutricional; higiene bucal; prevenção e tratamento de doenças; emissão de cartão do Sus e carteira de trabalho. “Sempre tivemos o cuidado de ter um olhar na defesa pela igualdade de oportunidade para todos e todas. A luta contra a discriminação racial é intensa e para combatê-la precisamos unir forças. Na Campanha Salarial 2014 estão inseridos pontos importantes sobre a valorização da mulher no mercado de trabalho”, destacou Jaelson Dourado, presidente do Sindicato.

 A mulher sob vários aspectos

Na ocasião foram realizados palestras e debates sobre temas como: saúde; violência; ocupação nos espaços de poder; capacitação profissional e mercador de trabalho. “É necessário um trabalho social e de políticas públicas, com investimentos na melhoria da qualidade de vida das pessoas e no resgate dos valores familiares.”, afirmou a Delegada Vânia Matos, da Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher de Periperi.

Segundo a Delegada Laura Maria, da Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso, a violência nestes casos, na maioria das vezes também ocorre em casa. E chamou atenção para os empréstimos consignados. “Não aceite qualquer tipo de abordagem, principalmente quando estiverem nas ruas. Quando houver intenção de contrair algum tipo de empréstimo o idoso deve se dirigir a uma instituição financeira credenciada”.

Sobre as mães que não tem onde deixar seus filhos para trabalhar, Isa Simões, que é Fiscal do Trabalho e mãe de sete filhos, apontou uma possível saída. “A possível solução seria escolas em tempo integral e creches para todas as crianças.”, pontuou.

Lei antibaixaria

A deputada estadual Luíza Maia (PT), autora da Lei Estadual nº19.237, que proíbe execução de músicas que denigrem a mulher através de financiamento público e ficou conhecida como Lei anti baixaria, esteve no local e participou das discussões. “Uma Lei não muda uma cultura de 500 anos nos rebaixando e nos colocando como inferior. Mas, pelo menos nosso dinheiro, o dinheiro público, não financia mais. Agente sabe que é uma luta grande. Demos os primeiros passos para tirar da sociedade, principalmente da Bahia, a questão da desvalorização da mulher e incentivo à violência através da música, mas ainda tem uma longa estrada a percorrer para dar um fim nesta questão.”, completou a parlamentar

Apoios e atividades culturais

Também estiveram presentes: Euridéia Mendes e José Carlos (Sindicato dos Comerciários de Lauro de Freitas); Geise Freitas ( Sindicato dos Comerciários de Santa Bárbara); e representantes da União de Negros pela Igualdade (Unegro); Conselho Municipal de Saúde; Núcleo de Assistência e Apoio à Pessoa com Câncer (Naspec) e União Brasileira de Mulheres (UBM). Houve apresentações de capoeira e o grupo Fênix, formado por senhoras da terceira idade, encerrou a atividade com uma apresentação de dança.

feira14

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