Comerciário é vítima de racismo no Shopping Barra

A mulher, que se recusou a ser atendida por vendedores negros que, segundo relato de Rafael Mota (publicado no Metro 1), argumentou que sua recusa ao atendimento se dava pelo fato de se tratar de pessoa negra. A mulher ainda teria chamado o atendente de “macaco”, quando o segurança da loja chamou a polícia. A mulher ainda teria dito ser policial.

“Ela disse para um vendedor negro da Fast Shop que ele deveria ser motorista de traficante”, relatou Rafael Mota para o Metro.

A partir daí, iniciou uma generalizada confusão, conforme mostra o vídeo (veja o vídeo aqui) que está circulando nas redes. A mulher teria se refugiado dentro de uma loja e só saiu com escolta policial, sob gritos de “racista” da população que acompanhou o ocorrido.

A Polícia Militar informou que todos os envolvidos foram encaminhados para a Central de Flagrantes, no Iguatemi. Por sua vez, a assessoria do Shopping Barra definiu o fato como “um desentendimento entre cliente e funcionário” e não como um crime de racismo, apesar de afirmar que o Shopping repudia manifestações racistas. Disse, ainda, não ter detalhes e que todos foram levados para uma delegacia para esclarecer os fatos.

Embora estejamos na cidade mais negra do país, estas manifestações ainda vitimam pessoas, especialmente, pobres e trabalhadores como é o caso deste colega comerciário. Precisamos lutar para que nenhuma pessoa que cometa o crime de racismo fique impune, pois só assim extinguiremos esse câncer da sociedade brasileira.

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