Comerciários comemoram o Dia do Trabalhador no Sesc Piatã

Os comerciários não abriram mão de comemorar em família e falaram da importância da data. “As pessoas que acordam cedo para trabalhador, correr atrás do seu sustento, para mim o dia do trabalhador é isso. É um dia de folga para extravasar, botar o estresse do dia a dia para fora e descansar também.”, afirmou a comerciária Itamires Oliveira.

No Terreiro de Jesus, as centrais sindicais realizaram um ato unificado para exigir da presidente Dilma o veto ao Projeto de Lei 4330, que pretende ampliar as terceirizações no país e precarizar ainda mais as relações de trabalhos, com retirada de direitos conquistados ao longo da história.

De acordo com Jaelson Dourado, presidente do Sindicato dos Comerciários, a data é de reflexão e de união para impedir que o PL 4330 avance. “É um dia importante para a classe trabalhadora refletir sobre a luta por melhores condições de vida. O Congresso Nacional deu um golpe na classe trabalhadora quando aprovou o PL 4330 que amplia as terceirizações. Mas os trabalhadores não vão baixar a guarda, irão lutar para impedir que este projeto continue tramitando no Senado. Somos veementemente contrários a este Projeto de Lei porque só vem prejudicar a classe trabalhadora.”, destacou. Para Itamires, que trabalha como terceirizada, as terceirizações precisam acabar. “É muito complicado para quem trabalha como terceirizado. O salário é atrasado e a empresa não tem compromisso com o funcionário. Eu acho correto acabar com as terceirizações”.

Supermercados
No setor de supermercados a terceirização vai escravizar ainda mais os trabalhadores. “O setor de supermercado é o que mais sofre com as terceirizações. Há dez anos atrás havia em torno de 20 a 30mil trabalhadores, hoje esse número foi reduzido para algo em torno de 10mil e o restante foi terceirizado. E com este projeto passando na integra como está aí acabou o emprego das pessoas porque ele é maléfico, isso é um crime contra os trabalhadores e principalmente no comércio de Salvador.”, disse Evilásio Lima, diretor do Sintrasuper.

Mulheres trabalhadoras
No caso das trabalhadoras, segundo a secretária de gênero Cherry Almeida, há muito ainda a ser feito. “As mulheres ainda continuam sendo desvalorizadas no seu local de trabalho, nossos salários continuam menores, há precarizações, preconceitos, discriminações e o assédio moral ainda é muito grande. Nesta data devemos refletir sobre como mudar esta realidade. Nós hoje temos uma luta muito grande que é a questão das creches no comércio de Salvador. Em 2014 cerca de 2mil comerciárias abriram mão do trabalho por não terem onde deixar seus filhos. Precisamos discutir que Salvador queremos para estas trabalhadoras”.

 

 

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