Comerciários e mais 50 mil contra a reforma da Previdência

O dia 14 marca mais um grande ato dos trabalhadores contra o governo Bolsonaro, em todo o Brasil. Em Salvador, teve paralisações pela manhã em vários pontos da cidade, como na Avenida Sete, aonde o Sindicato dos Comerciários e o SintraSuper (comerciários de supermercados) deram o tom.

Às 15 horas, os manifestantes saíram em passeata do Campo Grande até a Praça Castro Alves. Segundo os organizadores, mais de 50 mil pessoas participaram. O ato convocado pelas centrais sindicais e pela Frente Brasil Popular teve a participação de representantes das universidades, estudantes, Unegro, UBM e outras entidades.

“Foi um dia importante e positivo na Bahia, com paralisações em várias cidades. A pressão tem que continuar. Com elas, o relator da reforma já mudou vários absurdos. Mas, a essência da proposta é ruim para o nosso povo”, disse o presidente da CTB Bahia, Pascoal Carneiro.

A voz dos comerciários foi proferida por Rosa de Souza, presidenta do SintraSuper, e Renato Ezequiel, presidente do Sindicato dos Comerciários. “Nossa categoria será bastante penalizada se essa reforma passar. Hoje, mostramos mais uma vez a nossa força para esse governo perverso. Vamos lutar até ele e o Congresso recuarem”, disse Rosa. “Estamos de olho nos deputados que votarem contra os trabalhadores. Além de ocupar as ruas, denunciaremos os traidores”, completou Renato.

Para as centrais sindicais, a reforma só beneficia os bancos. Em vez de penalizar o povo, o governo tem é que cobrar a dívida dos grandes devedores e fazer a economia crescer para gerar empregos.

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