Comerciários em ato por vacina e pelo auxílio emergencial

Lutar pela vacinação ampla e rápida da população, além da manutenção do auxílio emergencial foi a tônica do ato realizado, na manhã desta sexta-feira (19), por moradores do Centro de Salvador.

A manifestação foi realizada pelo Conselho de Moradores do Centro de Salvador (CMCCS) – que inaugurou sua sala no Barris -, com apoio da Federação das Associações de Bairros de Salvador (FABS) e da Atman (Centro de Yoga e Psicologia).

“Estamos aqui para exigir respeito aos moradores do Centro de Salvador. Queremos requalificação com qualidade de vida. Também protestamos com o governo Bolsonaro, que não tomou as medidas para que os brasileiros tivessem mais vacinas nesse momento e não pode acabar o auxílio emergencial nessa crise”, afirmou Ivonete Bispo, presidenta do Conselho.

Presidenta do SintraSurper e vice-presidenta da CTB Bahia, Rosa de Souza falou em nome da categoria comerciária e enfatizou que a pandemia prejudica mais as periferias. “Estamos com uma campanha na categoria e dizendo que garantir vacinação e o auxílio emergencial, enquanto durar a crise, é uma luta de toda a sociedade. Precisamos reforçar o ‘fora, Bolsonaro'”, disse, ao lado de outros dirigentes comerciários.

O evento contou com a presença de partidos como o PCdoB e o PSB, e entidades da sociedade civil. “Além da vacina e do auxílio emergencial, uma luta importante, também, é contra o aumento do VUP, que indiretamente será aumento do IPTU na cidade. Estamos juntos com as associações de moradores de Salvador para barrar esse absurdo”, disse Jerônimo Júnior, dirigente municipal do PCdoB.

Para o vereador do PSB, Silvio Humberto, o governo Bolsonaro não se importa com vidas humanas. “Isso se revela com os decretos para facilitar a aquisição de armas e a incompetência para garantir a vacinação da população. É muito importante a unidade dos partidos de esquerda e dos movimentos sociais em Salvador para ajudar a mudar essa realidade”, destacou.

MAIS APOIO

O presidente da Atman, Tom Oliveira, pediu que a revitalização do Centro deve ser acompanhada de um reordenamento criterioso. “Essa deve ser uma luta nossa, ao lado da luta pela vacinação”, afirmou.

Para a ativista em defesa do Centro Histórico, Maura Cristina, a organização da população é sua força para melhorar sua vida. “O PDDU aprovado por ACM Neto tem vários absurdos. Agora, teremos a revisão do Plano e precisamos nos unir para mudar o que consideramos ruim. Queremos o direito à moradia, à cidade, ao SUS, à vacina e ao auxílio emergencial”, defendeu.

Ao final, João Pereira, diretor da FABS e do CMCCS, destacou que outras ações serão organizadas, observando todos os protocolos de segurança contra a pandemia.

 

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