Manifestação pela reabertura do Plano Inclinado

O equipamento está em manutenção há cerca de 4 meses. Sem funcionar, vem prejudicando o comércio, os comerciários e usuários do local. Além disso, o Elevador Lacerda está funcionando com apenas duas cabines, o que prejudica ainda mais. “O Sindicato dos Comerciários está realizando este ato devido a nossa preocupação com o emprego do trabalhador. Vamos marcar uma audiência com os responsáveis para cobrar solução do problema e evitar que comerciários e comerciantes continuem prejudicados”, disse Jaelson Dourado, Presidente do Sindicato dos Comerciários.

Devido a falta de circulação de clientes na região, as vendas caíram cerca de 60%, e os empresários são obrigados a completar os pisos salariais de seus funcionários, fato que não acontece há cerca de 12 anos. ”O proprietário da loja já alertou que se continuar assim vai entregar a loja e demitir os 25 funcionários. Não sei o que será da minha vida, vou ter que fazer um biscate para sustentar minha família”, disse Milton Morais, comerciário há 21 anos no local. Para Uerbert Silva, que também é comissionado e estuda engenharia em uma universidade particular de Salvador, está complicado manter os estudos. “Eu vendia em torno de R$ 20mil por mês e agora estou vendendo 8 mil. Fica difícil manter minhas despesas e a faculdade”, afirmou.

O evento contou com a presença de comerciários, empresários e representantes de vários setores como: Reginaldo Oliveira (Presidente da Fec-Bahia), Valdir Guimarães (Vice-Pres. Associação dos Empresários do Comércio), Paulo Mota (Pres. Sindilojas), Adilson Araújo (Presidente da CTB-Bahia), a Vereadora Aladilce Souza (PC do B), entre outros. A manifestação seguiu em direção a Praça da Inglaterra, após um breve café da manhã servido no local.

Importância histórica

Para Reginaldo Oliveira (Fec-Bahia) o protesto também tem como objetivo chamar a atenção do governo  pela importância histórica do Plano. “Existe aqui uma história que está ligada a cidade alta, o Pelourinho, que precisa ser preservada”. E alertou sobre a participação da sociedade. “Nós estamos aqui para reabrir o Plano. Semana passada comemoramos 100 dias de fechamento e, sendo assim, fica inviabilizado o tráfego de pessoas, além de afetar o comércio. Buscamos chamar a atenção, abrir os olhos da sociedade”, completou.

Embargo

Procurada pela Associação dos Empresários do local, a prefeitura alegou problemas na estrutura física do prédio.“Estivemos em audiência com a Prefeitura e eles alegaram que o embargo na obra  se deu devido a problemas estruturais, mas nós sabemos que os funcionários também estão sem receber seus salários. Eles precisam resolver estas questões, do contrário o comércio local vai acabar”, disse Valdir Guimarães, Presidente da Associação.

Cobrança na Câmara de Vereadores

A vereadora Aladilce demonstrou indignação com o descaso da prefeitura e prometeu cobrar providências do setor público.”É um absurdo o Plano Inclinado estar fechado há mais de 100 dias trazendo prejuízos aos comerciantes e comerciários da Cidade Baixa e do Pelourinho. Vamos buscar negociar com o prefeito para que tudo seja resolvido. Muita gente que trabalha nessa região tem família e estaremos ao lado deles”, exclamou.

Sindilojas

Já para Paulo Motta, presidente  do Sindilojas, muita gente está sendo lesada com a paralisação do Plano. “É uma grande falta de respeito e descaso com a cidade. Precisamos nos mobilizar para a melhoria desse bem público. Comerciários, comerciantes e população estão sendo todos lesados”, falou.

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