Comerciários protestam no Dia Nacional de Luta

Reunidos no Campo Grande desde às 8 da manhã, os comerciários deram uma grande demonstração de força e união, ao fecharem as lojas da Avenida Sete de Setembro e sair em direção à Praça da Sé para protestar e exigir: o fim do fator previdenciário; redução da jornada de trabalho para 40hs semanais, sem redução de salários; reforma política; democratização da mídia; 10% do PIB para a saúde; 10% do PIB para a educação; transporte público de qualidade e reforma agrária. “A participação dos comerciários foi aprovada em duas assembleias e tem como objetivo pressionar o congresso nacional a votar projetos importantes de interesse da classe trabalhadora e da população em geral. A categoria vive situações difíceis no ambiente de trabalho e precisa se mobilizar para mudar esta realidade.”, falou Jaelson Dourado, presidente do Sindicato dos Comerciários.

Autoridades e organizações
Diversas organizações e autoridades políticas apoiaram o movimento, entre elas: a Federação dos Comerciários da Bahia (FEC); deputada federal Alice Portugal (PCdoB); deputado estadual Álvaro Gomes (PCdoB); Unegro, MST, etc. “Estamos apoiando o Movimento junto às centrais sindicais e a CTB porque precisamos mostrar a força que tem os trabalhadores organizados e porque queremos levar nossas pautas para o congresso nacional.”, destacou Reginaldo Oliveira, presidente da Fec Bahia

Protestos conquistam resultados
A onda de protestos que tomou o Brasil há cerca de 30 dias tem surtido efeito e algumas mudanças já estão acontecendo. De lá para cá as tarifas de ônibus de diversas cidades foram reduzidas; foram aprovadas mudanças importantes para os suplentes de senadores; a ficha limpa foi aprovada em âmbito nacional, estadual e municipal; houve redução do recesso dos deputados estaduais de 90 para 60 dias e os estudantes conquistaram a meia passagem em ônibus intermunicipais. “O dia de hoje é um marco histórico na luta dos trabalhadores, que em Salvador pararam suas atividades em completa sintonia com as centrais sindicais. Vamos continuar a luta para impulsionar as mudanças necessárias para as melhorias da qualidade de vida no nosso país.”, disse Aurino Pedreira, presidente da CTB Bahia.

Apoio popular
Durante todo o dia trabalhadores, estudantes, profissionais autônomos, funcionários públicos e aposentados reivindicaram um Brasil melhor. “Eu apoio e participo sempre porque se o povo não acordar as coisas vão continuar como estão ou piorar ainda mais. Quando estamos nas ruas demonstramos a nossa insatisfação. Com isso, pressionamos os governantes a trabalharem de forma correta e em prol da população.”, pontuou o comerciário Edson Morais. “Este é um movimento legítimo dos cidadãos brasileiros que busca melhora em diversas áreas. Por isso apoio e sou partidário da causa.”, afirmou o estudante de direito Marcelo Luís. “Precisamos reivindicar nossos direitos porque não temos atendimento médico, segurança, nem educação e os nossos professores ganham muito mal.”, completou o funcionário público Heitor Carlos.

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