Av. Sete recebe protesto por reajuste salarial

“A alimentação é qualidade de vida e representa dignidade para o trabalhador. Uma conquista histórica dos comerciários de Salvador em 2013. Não vamos aceitar chantagem dos empresários. Eles foram chamados cinco vezes na Superintendência Regional do Trabalho e duas vezes no Ministério Público e não compareceram. Isso é um desrespeito aos trabalhadores, à cidade e aos órgãos públicos.”, afirmou Jaelson Dourado, o presidente do Sindicato.

Valores congelados causam prejuízos

O piso salarial dos trabalhadores é R$ 787, o ticket R$ 8,40, o domingo R$ 22 e o feriado R$ 33. O último aumento foi concedido em maio de 2013. Congelados há 1 ano e meio, os valores acumulam prejuízos e perdas no poder de compra. “O Sintel está aqui em solidariedade e unificando a luta. Vamos ocupar as ruas até os empresários entenderem que precisam ceder a pauta de reivindicações dos trabalhadores.”, destacou Marcos de Jesus.

Outros apoios

Representantes da Central de Trabalhadores do Brasil (CTB); da Federação dos Comerciários da Bahia; do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações (Sintel), do Sindicato do Trabalhadores em Postos de Combustíveis (Sinpoba) e dos sindicatos de Ipirá, Castro Alves, Itatim, Itaberaba, Lauro de Freitas e Irecê apoiaram a categoria. “Estão corretas as atitudes dos comerciários de Salvador e da Bahia, que estão apoiando e ao mesmo tempo fazem uma denúncia com relação aos empresários, que estão há 8 meses sem sentar à mesa de negociações e apresentar uma proposta. Quando eles propõem retirar direitos é uma falta de respeito e não nos oferecem, alternativas que não seja a greve.”, disse Reginaldo Oliveira, presidente da (FEC Bahia).

Mobilizações ganham o comércio da cidade

Ao longo da semana os trabalhadores fizeram mobilizações nos shoppings: Barra, Center Lapa, Iguatemi e Salvador, e nos bairros de Cajazeiras, Pau da Lima, Liberdade e Calçada e pretendem fechar o comércio do centro da cidade na próxima semana. Entre as reivindicações estão: 13% de aumento; 30% de periculosidade (líder, fiscal de loja e prevenção); redução da jornada de trabalho; entre outros. “Sempre tivemos essa parceria e em um momento como este não podemos deixar de participar e de ser solidário à luta dos comerciários, que é uma luta única no estado da Bahia.”, destacou Agnaldo Santos de Castro Alves. “Nós levamos cinco meses com nossa campanha salarial brigando da mesma forma e tivemos que partir pra greve para conseguir nosso objetivo, aqui não é diferente.”, completou Adriano Souza, do Sinposba.

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