Comerciários param shoppings centers e Baixa dos Sapateiros

Depois de promover paralisações e manifestações em diversas empresas do comércio de Salvador (Bompreço, Centro Sul, Mercantil Rodrigues, Atacadão, Atacadão Atakarejo e concessionárias) esta semana os comerciários pararam o comércio da Avenida Sete de Setembro, dia 06/04, e na manhã desta sexta-feira (08/04) interromperam as atividades do Shopping Iguatemi, Center Lapa, Piedade e Baixa dos Sapateiros. O Estado de Greve foi decretado em assembleia realizada em 17/03, devido a falta de acordo com as entidades patronais para a Campanha Salarial 2011.

As atividades tem recebido o apoio da categoria, que tem aderido a luta e reivindicado seus direitos. “Os trabalhadores estão aderindo bem porque compreendem que para conquistar benefícios é preciso fazer grandes mobilizações” afirmou Jaelson Dourado, presidente do Sindicato,

Reivindicações

Lançada em fevereiro, a Campanha Salarial 2011 tem como reivindicações: reajuste salarial de 19,5%, pagamento de todos os domingos do ano (18 são trabalhados de graça), dia do comerciário, entre outros.

Comércio

O setor só tem a comemorar. Segundo o Dieese, em 2010 cresceu 10%. É o segundo colocado em geração de empregos, perdendo apenas para serviços. Ainda de acordo com o órgão, em Salvador a categoria é formada por 122 mil trabalhadores com carteira assinada, destes, 52% são mulheres.

Mas os números não beneficiam o trabalhador. As entidades patronais ofereceram 6,36% de reajuste, mantiveram o feriado do dia do comerciário, mas não aceitam negociar o pagamento de todos os domingos trabalhados no ano. “Os empresários insistem em oferecer reajustes abaixo da inflação para um setor que só tem expandido. Além disso, não é justo que trabalhador abra mão do seu domingo de descanso e lazer e não tenha nenhum benefício por isso. Queremos remuneração para todos os domingos do ano, folga semanal, transporte e alimentação”, completou Dourado.

Problemas do setor

Diante da proposta, os comerciários decretaram Estado de Greve e desde então vem realizando manifestações e paralisações no comércio de Salvador a fim de chamar a atenção da sociedade e das autoridades para os diversos problemas vividos pelos trabalhadores no ambiente de trabalho. Entre eles: falta água potável e higiene no ambiente de trabalho; banheiros sem condições de uso; alimentação de má qualidade; pressão extrema e assédio moral por parte das chefias; não fornecimento do fardamento; entre outros.

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