Comerciários participam da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora

Organizada pelas cinco principais centrais sindicais do país – CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e CGTB -, a Conclat reuniu, no último dia 1 de junho, cerca de 30 mil pessoas, que definiram como carro-chefe de várias bandeiras a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento.

Os comerciários estiveram representados pelo Sindicato dos Comerciários de Salvador e pela Federação dos Comerciários da Bahia (FEC-BA), com os dirigentes Jaelson Dourado, presidente do Sindicato e os dirigentes Cherry Almeida, Rosa de Souza, Ailton Plínio, Ednilson Nascimento, Marcelo Bizerra, Irineu Soares, Sueli Bahia, Ivanise Santana, Edvã Galvão e Cláudio Freitas.

Com faixas, o Sindicato e a FEC-BA reforçaram as reivindicações pelo avanço das mudanças com desenvolvimento econômico e valorização do trabalho, pelo fim do Fator Previdenciário e valorização das aposentadorias e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário.

Iniciativa da CTB triunfa

A segunda edição da Conclat foi uma iniciativa resgatada pela CTB em seu Congresso de Fundação, em dezembro de 2007, concretizada com a unidade das centrais, mostrando para a sociedade brasileira a capacidade de articulação das centrais sindicais do Brasil por projeto nacional de desenvolvimento com soberania e valorização do trabalho.

O documento aprovado será entregue a todos os candidatos à Presidência da República e servirá como base para as próximas campanhas de luta da classe trabalhadora no país.

Segundo o presidente da CTB, Wagner Gomes, depois da segunda edição da Conclat, o Brasil verá surgir um novo movimento sindical. “É uma vitória da unidade, independentemente de quem teve a iniciativa desta Conferência. Daqui para frente, a classe trabalhadora terá um papel mais elevado, e certamente influirá cada vez nas decisões políticas do país”, afirmou.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, também destacou a unidade das centrais. “No Congresso da CTB eu já dizia que essa seria uma das melhores propostas surgidas no seio sindical ao longo dos últimos anos. É claro que seria necessário um amadurecimento de todas as centrais — e isso felizmente ocorreu”, comentou.

Unidade

Antônio Neto (CGTB), José Calixto Ramos (Nova Central), Paulo Pereira da Silva (Força Sindical) e Artur Henrique (CUT) fizeram um discurso parecido em que destacaram a unidade conquistada ao longo dos últimos meses, período em que se materializou o documento final da Conclat. O presidente da CTB, em seu discurso, destacou o caráter histórico da Conclat e sustentou que a mesma unidade demonstrada pelas centrais deve servir de exemplo para um novo projeto nacional de desenvolvimento.

Seis eixos

A Agenda da Classe Trabalhadora, documento aprovado por unanimidade pelos cerca de 30 mil participantes da Conclat, contemplou seis eixos considerados estratégicos pelas cinco centrais e traduziu sua unidade de luta:

1. Crescimento com distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno;

2. Valorização do trabalho decente com igualdade e inclusão social;

3. Estado como promotor do desenvolvimento socioeconômico e ambiental;

4. Democracia com efetiva participação popular;

5. Soberania e integração internacional;

6. Direitos sindicais e negociação coletiva.

Com informações do portal da CTB

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