Comércio e serviço são áreas mais promissoras para negócios

Pelo contrário. Existem diversas oportunidades de negócios nessas áreas, diretamente ligadas a uma série de modificações pelas quais a sociedade vem passando, como as sociais e econômicas. E quem pretende tornar-se um empreendedor deve estar antenado a essas mudanças, aconselha a gestora de atendimento do Sebrae-Bahia, Mariana Cruz.

Um exemplo são as possibilidades surgidas e que ainda surgirão para acompanhar as demandas oriundas do aumento da expectativa de vida e, consequentemente, do envelhecimento populacional. Serviços de adaptação residencial, turismo e academia para idosos são considerados viáveis. Outras oportunidades estão ligadas à saúde, com perspectivas nas áreas de fisioterapia e academias; ao crescimento do acesso à internet; consumo consciente e aumento de pessoas morando sozinhas, segundo o Sebrae.

Plano de negócio é primeiro passo para empreender

Além desses, o turismo, beneficiado pela Copa, é encarado como promissor. A expectativa é que a mídia espontânea do destino Brasil perdure além de 2014, o que deve aquecer o setor e estimular o aparecimento de apostas nessa área, segundo o consultor do Sebrae Michelangelo dos Santos.

Mas, antes de optar por um desses caminhos, é preciso estar atento a outros fatores, como “vocação do empreendedor, conhecimento técnico e de gestão, planejamento, recursos financeiros, localização e o público-alvo”, alerta Cruz.

Atividade tradicional – No comércio varejista de vestuário, líder de formalizações (21 mil) entre os EIs, o destaque foi das chamadas “sacoleiras”, atividade já tradicional na cidade, desempenhada por mulheres que vendem roupa em domicílios, como a autônoma Carla Silva faz há dois anos.

Os registros, contudo, não indicam necessariamente a entrada de novos profissionais, mas o aumento da formalização de quem já atuava, o que beneficia o setor e oferece vantagens para quem se formaliza – registro no CNPJ, facilidade para empréstimo e emissão de nota fiscal.

Para interessados nesse ramo, os segmentos promissores são de uniformes, brindes e moda, segundo a presidente do Sindivest, Maria Eunice. O setor é apontado como destaque pelas facilidades que oferece, já que não necessita de grandes instalações nem mobilizar grande capital de giro, explica a coordenadora de gestão do Sebrae, Isabel Ribeiro.

Entusiasmada com o resultado do trabalho, Carla pretende lucrar acima do teto para EIs, como 70% dos mais de 180 mil registrados: “Ainda trabalho vendendo roupas nas casas de clientes, mas já estou em busca de um ponto viável e vou contratar profissionais, porque a minha meta é crescer”, afirma a vendedora. “Essa disposição mostra que quem está no meio vê perspectiva de crescimento”, avalia Mariana Cruz, do Sebrae.

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