Conferência discute políticas públicas para juventude baiana

De acordo com o governador Jaques Wagner, que esteve na abertura da 2ª Conferência, a grande participação mostra o interesse dos jovens baianos em determinar como o Estado deve atuar nas questões ligadas à juventude. “Nós entendemos que é preciso abrir um diálogo. Quando uma decisão é tomada em conjunto ela é mais forte e duradoura, por isso, convocamos os jovens a apresentar suas demandas durante a 1ª Conferência, quando eles levantaram 144 pontos, dos quais 20 foram apontados como prioritários e estão no nosso Plano Estadual da Juventude, que tramita na Assembleia Legislativa. Nessa 2ª Conferência, vamos rever toda essa discussão.”

A previsão é que o projeto de lei que cria o Plano Estadual da Juventude seja aprovado até o fim deste ano. O documento foi enviado para apreciação da Assembleia em abril. “O Plano foi construído pelos jovens e também deve ser aprovado pelos deputados. Nós estamos criando uma política de Estado que não vai mudar a cada governo, mantendo a responsabilidade da Bahia com a sua juventude”, afirmou Wagner.

Atualmente, os jovens representam 30% da população da Bahia, com 4,5 milhões de pessoas com idade entre 15 e 29 anos. A 2ª Conferência Estadual da Juventude vai preparar a contribuição desses jovens para as políticas públicas em áreas como qualificação profissional, trabalho, segurança, cultura, saúde e comunicação.

Segundo o secretário de Relações Institucionais, Cézar Lisboa, a conferência baiana é a que mais mobilizou jovens no Brasil. “Os baianos estão dando um exemplo de mobilização. Aqui está representada toda a diversidade de nosso estado. Todos unidos com o mesmo propósito, que é fazer da voz da juventude uma força na construção do desenvolvimento do nosso estado.”

Comunicação e cultura são temas de debate

Durante a conferência, o debate foi dividido em dez tendas temáticas que trataram de educação, trabalho, emprego e renda, saúde, esporte e lazer, cidadania, comunicação e cultura, diversidade étnica, diversidade sexual, jovens em conflito com a lei, questões indígenas e rurais. Cada jovem escolheu o tema que queria participar e apresentar sugestões ou tirar dúvidas.

Cada tenda contou com a participação de secretários de governo ou representantes das secretarias ligadas aos temas. Isso permitiu aos jovens manter contato direto com os principais gestores públicos do Estado. Para Leonardo Silva, morador de Itiruçu, no Vale do Jequiriçá e que participou da tenda de Comunicação e Cultura, “poder ouvir o secretário pessoalmente e mostrar a ele o que nós achamos e do que precisamos, foi muito bom.”

A tenda de Comunicação e Cultura contou com a participação do secretário de Cultura, Albino Rubim, e da chefe de gabinete da Secretaria de Comunicação, Marlupe Caldas, que representou o secretário Robinson Almeida. Os jovens levantaram questões ligadas ao incentivo a projetos culturais no interior, redução da burocracia, rádios comunitárias, capacitação, entre outros.

Ondas Livres

Marlupe Caldas explicou que a Secretaria de Comunicação, criada este ano, está elaborando programas voltados para o apoio às rádios comunitárias e para a capacitação de jovens em comunicação que começarão a ser executados em 2012. “Teremos o programa Ondas Livres, que prevê desde a qualificação profissional até o assessoramento técnico em rádios comunitárias”. Os jovens foram convidados a procurar a coordenação de rádio da secretaria para buscar apoio e informação sobre o programa.

Outro programa apresentado foi o Mídia Jovem. “Vamos capacitar os jovens para atuar nas diversas áreas da comunicação proporcionando o primeiro contato com essas atividades e dando condições para que eles sigam neste mercado”, explicou Caldas.

Já o secretário Albino Rubim, falou sobre os programas de incentivo à produção cultural e sobre as ações implementadas pensando na cultura dos jovens. “Nós criamos na Secretaria de Cultura mecanismos para gerir a cultura voltada para a juventude e para a cultura digital porque entendemos que os jovens estão muito ligados à cultura e precisam de uma estrutura para pensar essa política, o que não existia.”

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