Conselho de Ética adia votação sobre cassação de Cunha; com voto decisivo, Tia Eron não apareceu

Rogério pediu mais tempo para analisar o voto em separado apresentado pelo deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), que pediu, ao invés da cassação, a suspensão do mandato de Cunha por três meses. “Não poderia, por dever de lealdade, fazer a análise de forma açodada. Para fazer essa análise mais detalhadamente, poderia apresentar as alegações finais ainda nesta quarta-feira”, disse Rogério.

Parecer

O parecer foi apresentado na reunião da última quarta-feira (1), mas um pedido de vista conjunta adiou a sua discussão. Marcos Rogério recomendou a cassação do mandato do parlamentar por quebra de decoro. O relator acusa Eduardo Cunha de ter mentido à CPI da Petrobras ao declarar que não possuía contas no exterior.

Segundo o relator, a partir de documentos do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Banco Central, “os trustes instituídos pelo deputado Eduardo Cunha representam instrumentos para tornar viável a prática de fraudes”.

Voto decisivo

Vários deputados questionaram a ausência da deputada Tia Eron (PRB-BA) na reunião de hoje sobre a discussão e votação do parecer sobre o destino de Cunha. Tia Eron, que substituiu o primeiro relator do processo no conselho, deputado Fausto Pinato (PP-SP), não compareceu e nem justificou sua ausência. O voto dela poderá definir se o parecer será rejeitado ou não, de acordo com declarações dos outros participantes do colegiado.

O primeiro suplente do bloco parlamentar dela a chegar e assinar presença para votação foi o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que já se pronunciou contra o afastamento de Eduardo Cunha. No caso de ausência de Tia Eron, caberá a Marun dar o voto pela parlamentar.

Só há 2 vias para salvar Cunha – derrubar o parecer, com o voto de Tia Eron ou Marun, e aprovar voto em separado – emendar parecer no Plenário.

Fonte: Portal CTB

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