Coronavírus: SintraSuper quer mais rigor com os supermercados

Em virtude das grandes aglomerações de pessoas nos supermercados de Salvador, o Sindicato dos Trabalhadores de Supermercados (SintraSuper) busca reuniões com o Ministério Público do Trabalho, empresários e Prefeitura.

Segundo a presidenta da entidade, Rosa de Souza, a situação pede mais rigor com o funcionamento desse setor. “Os decretos do governo estadual e da Prefeitura de Salvador estabelecem medidas rígidas para vários setores da sociedade e da economia, como o varejo e serviços, tudo para evitar a aglomeração de pessoas e proteger a população. Mas, com essa corrida às compras, estamos vendo muita gente junta, passando horas dentro dos estabelecimentos. Isso é preocupante”, alerta.

Ainda segundo a sindicalista, é importante lembrar que Salvador tinha apenas um caso confirmado e, agora, já são 18. “É mais da metade dos 33 casos confirmados no estado, pela Secretaria Estadual de Saúde. Por isso, estamos buscando essas reuniões. Trabalhadores e trabalhadoras de supermercados estão vulneráveis. Poucas empresas estão tomando as medidas orientadas pelas autoridades de saúde”, afirma.

Rosa defende que poder público e o setor de supermercados ajam rápido. “Já estamos orientando os trabalhadores a exigirem das empresas as medidas protetivas. Mas, queremos que haja rodízio de funcionários, oferta de álcool em gel, máscaras e, também, a restrição do funcionamento das lojas”, pondera.

DESABASTECIMENTO

Matéria do site Exame, de 19/03, mostra que essa corrida aos supermercado, para fazer estoques de produtos, já provoca a falta de alguns itens nas lojas, especialmente mercadorias básicas.

O índice de falta de itens nas prateleiras chegou a 11,3% no último sábado, em cerca 20 mil lojas espalhadas pelo País, segundo pesquisa feita pela Neogrid, empresa de tecnologia que monitora os pedidos do varejo para a indústria.

“Quando o indicador passa de 10% já é considerado muito alto”, afirmou o vice-presidente da empresa e responsável pelo estudo, Robson Munhoz.

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