“Crise no Brasil é política e não econômica”

“No momento em que superarmos a questão política, a solução para a situação econômica virá muito rapidamente”, disse Abílio Diniz. Ele afirma que não sabe o que vai acontecer no curto prazo, mas “tenho certeza que a situação vai ser superada. Tenho total confiança”.

Dados do Sindicato comprovam

A entrevista com o empresário comprova os dados das homologações realizadas no Sindicato dos Comerciário, que tiveram uma queda de 3,17%, em relação ao período de janeiro a setembro de 2014 e o mesmo período de 2015.

Segundo Ailton Plínio, diretor do Sindicato dos Comerciários de Salvador, não procede a onda de demissões no comércio da capital, como consequência de crise econômica. A maioria dos que estão demitindo, quer reduzir o número de trabalhadores e aumentar a carga de trabalho. Para ele, trata-se de uma forma de pressão psicológica que visa criar uma onda de instabilidade social, abrindo condições para dar cabo à tentativa de golpe, em curso no Brasil.

“Não é inteligente que se demita, no atual período do ano, que se caracteriza por um período de pré-vendas de final de ano e é mais vantajoso para o empresário ter uma mão de obra experiente, ao invés de ter que contratar mais adiante e ainda formar o trabalhador”, diz Ailton Plínio.

Segundo afirmou Plínio, “o empresariado não quer apenas o poder econômico. Eles querem o poder político nem que, para isso, eles tenham que sacrificar seus lucros, momentaneamente. A situação que agravou-se no Brasil é de ordem política, onde a minoria, insatisfeita com o resultado das urnas, nas últimas eleições, querem voltar ao poder a qualquer custo”.

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