Crise? Para o comércio é que não é!

Ao todo, essas redes acumularam US$ 4,48 trilhões. Mas esse crescimento foi a base de esforço. O estudo mostra que essas redes registraram uma margem de lucro líquido de 2,8% em 2014, menor que os 3,4% de 2013.

“O crescimento econômico mais lento em vários mercados, a inflação mais baixa, a queda dos preços do petróleo e o fortalecimento do dólar dos Estados Unidos estão entre os fatores que geraram resultados distintos entre os varejistas de diferentes regiões”, explicou, em nota, Ira Kalish, economista-chefe global da Deloitte.

“Para as companhias norte-americanas, a força do dólar significou o aumento do poder aquisitivo dos consumidores nacionais, fator influenciado também pelo crescimento econômico e pela diminuição das taxas de desemprego do país. A economia chinesa, por outro lado, retraiu-se consideravelmente durante este período, principalmente devido à queda das exportações e ao enfraquecimento dos investimentos locais. No entanto, os gastos do consumidor cresceram bastante, embora o setor de luxo tenha vacilado”, explica.

Apesar disso, para a Deloitte, o aumento na receita das gigantes é positivo, tendo em vista que chegou a cair em 2011. Esse resultado, contudo, é bem variável: varejistas na América do Norte e da África/Oriente Médio obtiveram incremento de receita em 2014, enquanto as da Ásia, da Europa e da América Latina registraram queda contínua dos números.

BRASILEIRAS NO TOPO

Assim como ocorreu no ano passado, duas varejistas brasileiras estão no ranking: Lojas Americanas e Magazine Luiza. A novidade desta edição do estudo é que a Magazine Luiza saltou 30 posições. A Americanas ocupa o 150º lugar (subiu 12 posições). Já a Magazine Luiza aparece pela primeira vez no ranking e ocupa o 247º lugar na lista geral.

“Apesar do momento econômico desfavorável, as varejistas brasileiras conseguiram assegurar sua presença no levantamento global e ainda melhorar seu desempenho na avaliação em relação ao ano anterior. Isso nos deixa muito otimistas”, afirmou, em nota, Reynaldo Saad, líder da Deloitte para a indústria de varejo e bens de consumo.

Fonte: Deloitte

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