Depois da vitória no Dia dos Comerciários, Sindicato e lojistas negociam no dia 30

Mais de 80% do comércio fechado no dia 21 mostrou respeito ao Dia dos Comerciários. Da mesma forma, a Convenção Coletiva assinada com o setor de supermercados e os acordos com várias empresas lojistas confirmam a nossa vitória diante da postura intransigente do Sindicato dos Lojistas e da Federação do Comércio. No dia 30 de outubro, tem nova tentativa de acordo no Ministério Público do Trabalho. Esperamos um avanço do Sindilojas e da Fecomércio, mas estamos preparando novas lutas.

Essa atitude patronal prejudica a economia da cidade e a população acostumada a consumir aos domingos e feriados, sabendo que os acordos garantem benefícios a quem mantém as lojas abertas nesses dias. Como os patrões explicam que já assinaram convenções coletivas com sindicatos de comerciários em mais de 50 cidades na Bahia e tratam, dessa forma, os comerciários de Salvador?

O absurdo vem desde 2018, quando o Sindilojas não assinou a Convenção Coletiva. Todos lembram o Sindicato dos Comerciários teve que acionar a Justiça e conseguiu a impedindo a abertura ilegal aos domingos e feriados. Isso gerou uma insegurança aos empresários, que já tem um grande passivo trabalhista. Afinal, quem abriu sem acordo, há multa de R$ 1.000,00 por cada trabalhador prejudicado. Depois, na própria Justiça, foi feito um acordo específico para o trabalho nesses dias especiais no fim do ano.

Esse ano, o Sindicato dos Comerciários se manteve disposto ao diálogo e ao entendimento. Com a intransigência do Sindilojas e Fecomércio, a entidade buscou reuniões com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), várias associações de lojistas de shoppings e manteve as reuniões com o Sindicato dos Lojistas.

Depois de assinada a Convenção Coletiva com os supermercados, foram firmados vários acordos com diversas empresas do setor lojistas, como C&A, Riachuelo, Casas Bahia, Marisa, Tock Stock, Leader, Etna, Saraiva, Ciciliano, Fast Shop, entre outras. Garantimos reajuste salarial, pagamento dos retroativos e a definição de regras e pagamento de bonificação para o trabalho aos domingos e feriados.

O Sindicato dos Comerciários lamenta essa situação por conta da intransigência, que beira a irresponsabilidade com mais de 100 mil trabalhadores, com a cidade e com a população. Vale dizer que as empresas que ainda não assinaram acordo estão vulneráveis. Como fica a abertura das lojas no fim de ano?

Estamos abertos ao diálogo, mas não aceitamos ataque aos direitos da categoria. Queremos a assinatura da Convenção Coletiva. É absurdo tentar resolver no campo da Justiça algo que sempre resolvemos em mais de 40 anos negociando.

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