Altamiro Borges: Dirceu e o show judicial-midiático

Como festejou o jornalista-corvo da Folha, Igor Gielow, “a prisão de José Dirceu recoloca o PT na mira da Operação Lava Jato”. Em julho, os holofotes do show judicial-midiático tinham sido desviados para Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal e um dos principais inimigos do governo federal e do PT. O envolvimento do lobista no escândalo de corrupção da Petrobras deixou desnorteado até os líderes dos protestos golpistas, que contavam com Eduardo Cunha para acelerar o processo de impeachment contra Dilma. A prisão de José Dirceu reanima os fascistas mirins e os setores da mídia envolvidos na onda de desestabilização do governo.

Igor Gielow, que não esconde seu ódio ao chamado lulopetismo, aposta na prisão do ex-ministro para desgastar ainda mais a presidenta. “Dirceu é um símbolo do PT. É chamado até hoje, depois de ter sido condenado e preso no mensalão, de ‘guerreiro do povo brasileiro’ por militantes em encontros… Mesmo que diga que tudo isso é problema do partido, o Palácio do Planalto tem vários motivos para se preocupar. As operações de Dirceu se deram quando ele não estava mais no governo, mas sua influência e trânsito nas gestões Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff poderá ser demonstrada”.

Sem dar um minuto de trégua, a oposição midiático-partidário segue na ofensiva. Mesmo que o golpe do impeachment não vingue – por temor do caos econômicos e da convulsão social -, ela vai obtendo importantes vitórias na tática de “sangrar” Dilma e “matar” Lula. Tudo é feito para desgastar o atual governo, deixando-o acuado e desnorteado, e para satanizar a principal líder da esquerda brasileira. Ao anunciar a prisão de José Dirceu, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima não vacilou em citar o ex-presidente, afirmou que seu governo “deu início ao esquema de corrupção na estatal”.

O roteiro do show judicial-midiático já está traçado. O triste é que o Palácio do Planalto parece que ainda não se deu conta que o seu tempo está acabando!

Fonte: Blog do Miro

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