Dirigentes apontam prevenção para diminuir acidentes de trabalho

Celebrado em 27 de julho, o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho é para refletirmos sobre as medidas que ajudam trabalhadores e trabalhadoras a terem uma vida mais digna nas empresas.

Seguramente, a prevenção e o uso de equipamentos de segurança são peças chaves nisso. Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelam que, entre 2012 e 2017, foram 3,8 milhões comunicados formalmente. O problema alcança o lado financeiro, pois Os custos decorrentes destes acidentes passam de R$ 4 bilhões por ano.

Os acidentes contribuem para a queda de produtividade nos locais de trabalho. O pior é que empresas e governo fazem pouco. “A reforma trabalhista piorou a situação ao precarizar ainda mais as condições de trabalho. Os sindicatos tem um grande desafio de atuar junto as suas categorias e exigir medidas para reverter essa situação”, afirma Hilmar Meneses, diretor de Saúde do Sindicato dos Comerciários.

Números do próprio governo revelam que ocorrem mais de 700 mil acidentes de trabalho por ano no Brasil, gerando mortes e mutilamento de trabalhadores. Os gastos da Previdência Social com o problema é de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.

Para Carine Dias, diretora de Saúde do SintraSuper (comerciários de supermercados), o mais importante é trabalhar na permanente promoção da saúde e segurança do trabalhador e da trabalhadora. “É essencial investir em tecnologia, ergonomia, educação e conscientização. Também temos que lutar contra essa reforma, que tira direitos e aumenta os riscos de acidente e doenças ocupacionais”, pontua.

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